
O director da PJ foi condecorado, esta terça-feira, pelo seu homólogo da Guarda Civil espanhola com a medalha de mérito pelo trabalho na luta anti-terrorista que permitiu o desmantelamento de um depósito de explosivos da ETA em Óbidos.
Em cerimónia realizada na embaixada de Espanha em Lisboa, Francisco Javier Velásquez distinguiu Almeida Rodrigues com a medalha de mérito policial, tendo na ocasião sido ainda atribuídas outras distinções a outros responsáveis da Polícia Judiciária (PJ), ao comandante do Comando Operacional da GNR e a altos quadros do Sistema de Informações e Segurança (SIS).
Em declarações à Agência Lusa, o director da PJ considerou que a condecoração foi "o reconhecimento do bom trabalho desempenhado pelos funcionários da PJ e também de outros serviços e forças de segurança portugueses".
"A condecoração da Guarda Civil espanhola contribui para reforçar o prestígio internacional das forças e serviços e segurança portuguesa com especial destaque para a PJ", adiantou.
O chefe máximo da PJ classificou de "excepcional qualidade" a cooperação com a polícia espanhola e que isso impede que "os criminosos não se sintam seguros em nenhum dos países, independentemente do local onde comentam os crimes".
Na sua intervenção, Javier Velásquez destacou a "colaboração e cooperação na luta contra a criminalidade transnacional", designadamente o terrorismo, realçando a "confiança e fluidez das relações bilaterais policiais com o objectivo de garantir a segurança dos cidadãos".
Entre os elementos da PJ distinguidos está o chefe da Unidade de Coordenação Internacional da UNCT (Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo) da PJ, José Ventura, José Ferreira, coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes e João Carreira, da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da PJ.
Durante a estada em Lisboa, Javier Velásquez reuniu-se também com os directores nacionais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da PSP.
No início de 2010, as autoridades policiais portuguesas encontraram cerca de 700 quilogramas de explosivos dentro de uma moradia em Óbidos, que funcionava como uma base logística da ETA, tendo esta descoberta sido considerada o maior golpe no grupo terrorista basco desde o Verão de 2009, altura em que foram encontrados 500 quilos de material explosivo em 15 esconderijos em França.
O julgamento deste caso está na recta final, tendo o acórdão sido agendado para 12 de Dezembro.
