
O Supremo Tribunal de Justiça indeferiu o recurso apresentado pelas autoridades norte-americanas sobre a não extradição de George Wright para os Estados Unidos determinada pela Relação de Lisboa. Mantém-se, assim, a decisão de não extraditar George Wright/Jorge dos Santos.
Segundo fonte ligada ao processo, os juízes conselheiros que receberam o recurso interposto pelas autoridades norte-americanas da decisão de não extradição de George Wright/Jorge dos Santos "recusaram-no liminarmente" antes mesmo de apreciar a matéria.
Os conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) consideraram, indicou a fonte, que a matéria em causa dizia respeito à cooperação judiciária entre países e que o representante do Estado português (o Ministério Público) concordou com a decisão tomada em segunda instância e não recorreu da mesma.
A 29 de Novembro as autoridades norte-americanas recorreram da recusa do Tribunal da Relação de Lisboa em extraditar o norte-americano George Wright.
O Tribunal da Relação de Lisboa recusou a 17 de Novembro a extradição do norte-americano George Wright tendo o Ministério Público ficado ao lado da defesa de George Wright, que tem nacionalidade portuguesa, defendendo a sua não extradição para os Estados Unidos.
Detido a 26 de Setembro pela Polícia Judiciária e procurado há 41 anos pelas autoridades norte-americanas, George Wright, de 68 anos, vivia em Portugal com o nome de José Luís Jorge Santos.
Wright foi condenado pelo homicídio, em 1962, de Walter Patterson, o proprietário de uma bomba de gasolina em Wall, Nova Jérsia.
