Sociedade

Activistas gay acusam Quim Barreiros de ter canção "homofóbica"

Activistas gay acusam Quim Barreiros de ter canção "homofóbica"

Activistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) acusam de “sexista”, “discriminatória” e “homofóbica” a nova música de Quim Barreiros, que dá pelo nome de “Casamento gay” e integra o seu novo trabalho discográfico “Deixai-Me Chutar”.

Se, até agora, apesar da jocosidade das suas canções e dos significados implícitos, nunca o autor de “A Cabritinha” ou “Bacalhau à Portuguesa” tinha chegado ao ponto de usar calão, tal regra não foi agora cumprida.

Se não vejamos: “ Os políticos aprovaram o casamento gay. Nem todos estão de acordo com a aprovação da lei. O Zezinho ‘paneleiro’ casou com o Manuel das ‘tricas’. E convidaram a família, os amigos e os ‘maricas’. Um casamento ‘panasca’ com muita animação”.

“Este é um registo de um cantor profundamente sexista, que usa palavras que são claramente usadas como fonte de discriminação contra a qual lutamos”, denuncia, ao JN, Paulo Jorge Vieira, da associação LGBT e feminista “Não te prives”. “Esta é uma atitude preocupante quando sabemos que se trata de alguém bem conhecido que está a reforçar a homofobia com a sua música”, acrescenta o activista, admitindo que é necessário analisar se tal composição configura ou não crime.

“O ‘artista’ acrescenta ao extremo sexismo de composições anteriores, a homofobia mais primária, no mau gosto de sempre. Ele próprio tenta vender um estereótipo de macho latino boçal, que nada corresponde à percepção que hoje o conjunto da sociedade tem dos temas da igualdade e dos direitos humanos”, admite, por outro lado, João Carlos Louça, activista da “Panteras Rosa”, que vai um pouco mais longe: “Estou convencido que Quim Barreiros não ficará em nenhuma página relevante da história da cultura popular do nosso país”.

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