Os representantes dos trabalhadores da agência Lusa "lamentam" que a administração da empresa tenha apresentado uma proposta de rescisões amigáveis ainda antes de ser definido um novo contrato-programa com o Estado e em vésperas de uma greve.
Trabalhadores da Lusa lamentam programa de rescisões antes de greve e sem OE aprovado
"Os órgãos representativos dos trabalhadores foram, no decorrer de reuniões na Assembleia da República, surpreendidos com um plano de rescisões amigáveis hoje aprovado pelo conselho de administração", lê-se num comunicado conjunto da Comissão de Trabalhadores, do Conselho de Redação e dos delegados sindicais da Lusa.
Os representantes dos trabalhadores da agência "lamentam que o conselho de administração tenha gizado um plano de rescisões" antes ainda de ter sido aprovado o Orçamento do Estado (OE) para 2013, que foi apresentado na segunda-feira, e no qual é proposto um corte de 30,9 por cento no financiamento estatal da Lusa.
Os trabalhadores da Lusa registam ainda que o plano do conselho de administração foi comunicado "em vésperas de uma greve de quatro dias", que terá lugar entre 18 e 21 de outubro. Os representantes "rejeitam qualquer pressão sobre os trabalhadores".
O conselho de administração da agência Lusa anunciou hoje ter aprovado um programa de rescisões por mútuo acordo. O programa convida os trabalhadores a negociar a sua rescisão até ao final deste mês.
De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2013, no próximo ano, o contrato-programa do Estado com a Lusa passará dos 19,1 milhões de euros recebidos em 2012 para 13,2 milhões de euros.
A presidente da Assembleia da República recebeu hoje representantes dos trabalhadores da agência, mostrando-se disposta para ser "interlocutora" das preocupações dos funcionários da Lusa. Assunção Esteves disse ainda estar consciente do impacto que terá sobre a agência um corte de 30,9 por cento no financiamento do Estado.
