
VINCENZO PINTO/AFP
Dezenas de milhares de fiéis católicos concentraram-se, este domingo, na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, para assistir à penúltima missa dominical do papa Bento XVI, que apelou à renovação e reorientação da Igreja.
A polícia fechou à circulação a Via della Conciliazione, a maior avenida de Roma, capital italiana, a desembocar no Vaticano, estimando que a assistência possa chegar às cem mil pessoas.
O papa apelou à renovação da Igreja e à rejeição do orgulho e do egoísmo, exortando os fiéis a não instrumentalizar a fé em seu próprio benefício, "dando mais importância ao êxito e aos bens materiais".
A autarquia de Roma aproveitará a oração do Angelus (oração do meio dia) para homenagear Bento XVI, já que não está prevista uma audiência papal específica com as autoridades da cidade.
Após a oração, o papa sairá de Roma, ao fim da tarde, para uma semana de meditações espirituais, que terminarão no próximo sábado, dia em que receberá, em audiência privada e de despedida, o Presidente italiano, Giorgio Napolitano.
Todas as atividades do papa foram canceladas durante a próxima semana, como é habitual na época da Quaresma. Porém, adiantou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o papa deverá ter reuniões breves com o seu secretário particular, Georg Ganswein, para despachar os assuntos mais urgentes.
Em entrevista ao diário "Il Messaggero", o cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício, reconheceu que a renúncia do papa pôs a Igreja a viver "horas complicadas", mas sublinhou estar convencido de que a situação "será ultrapassada".
Após oito anos de pontificado, Bento XVI anunciou na segunda-feira que renunciará no dia 28, justificando-se com a falta de "força" e a "idade avançada".
