
Tiago Melo/Global Imagens
Ao contrário do que tinha sido anunciado, Luís Castro, ex-subdiretor de Informação da RTP, já não será ouvido esta segunda-feira pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social no âmbito do inquérito ao caso em que imagens não editadas e em bruto da estação pública foram visualizadas pelas autoridades policiais.
O presidente do regulador, Carlos Magno adiou a audição para terça-feira, alegando que o processo ainda não está formalmente aberto.
De acordo com o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Luís Castro será ouvido terça-feira, pelas 18 horas, já com o processo de inquirição formalmente aberto "para não abrir qualquer precedente".
A decisão foi tomada após uma reunião interna da ERC, na qual foi decidido ainda pedir ao conselho de administração da RTP uma cópia da carta de demissão do diretor de Informação demissionário Nuno Santos.
Carlos Magno revelou ainda que a Comissão de Trabalhadores da RTP deverá ser ouvida logo no início do processo de inquirições. O calendário está, aliás, definido, mas não será divulgado.
Carlos Magno, explicou que Luís Castro é ouvido com "caráter de urgência" a seu pedido, o que "subverte o calendário previsto das audições".
À Agência Lusa, Carlos Magno explicou que recebeu este domingo um telefonema do ex-sudiretor da RTP com o pedido no sentido de ser ouvido com "caráter de urgência", o que está marcado para esta tarde pelas 17:30: "Sim, é verdade. O Luís Castro telefonou-me ontem à hora do almoço, a pedir-me para ser ouvido na primeira oportunidade, e eu concertei com os meus colegas de Conselho um horário que fosse compatível com todos".
