
Reuters/Dylan Martinez
O combate aos efeitos do mau tempo, como os fortes nevões que atingem o Reino Unido, a Alemanha ou a Espanha cabe essencialmente às autarquias locais que, apesar da experientes, não conseguem impedir constrangimentos e incómodos às populações.
No Reino Unido, os meios de resposta ao mau tempo estão a cargo das autoridades locais e normalmente são desencadeados após os alertas emitidos pelo Instituto de Meteorologia britânico.
Em algumas estradas e autoestradas por todo o país existe também um sistema de sensores no chão, que recolhem informação sobre a temperatura do ar e das estradas, a velocidade e direcção do vento e a humidade das estradas.
Estes estão ligados a pequenas estações meteorológicas, que transmitem a informação a meteorologistas, entidades responsáveis pelas estradas e autoridades locais.
Quando neva, o principal meio de limpeza é o uso de sal em pedra, que favorece o derretimento da neve e impede a formação de gelo.
As provisões deste material são repostas todos os anos, seja nos armazéns onde os camiões que a espalham vão abastecer-se, seja em caixas colocadas nos passeios públicos em zonas com maior passagem das localidades.
Embora todos os anos neve no Reino Unido, esta continua a causar o encerramento de escolas, aeroportos, estradas e linhas de comboio, como se observou no início de Dezembro.
Na Alemanha, apesar de os meios disponíveis serem muitos, quando as intempéries são grandes, e sobretudo quando a queda de neve é duradoura, o caos no tráfego rodoviário é inevitável, como sucedeu na semana passada, em que num só dia houve milhares de acidentes em todo o país atribuídos ao piso escorregadio.
A rede de autoestradas na Alemanha, a terceira mais extensa do mundo, a seguir aos EUA e à China, com 12700 quilómetros, têm serviços de remoção de neve em permanência, durante o inverno, e a operar 24 horas por dia, sempre que se justifica.
Só a direcção de autoestradas do sul da zona montanhosa da Baviera, é responsável pela limpeza de 1186 quilómetros de autoestradas e estradas nacionais.
Nas localidades, a limpeza das estradas é da responsabilidade das autarquias.
Em Berlim, com 3,4 milhões de habitantes, num dia deste mês em que caiu neve durante 20 horas, estiveram em acção 2100 funcionários da empresa de limpeza da cidade, com 470 veículos, para limpar primeiro as vias principais, e depois boa parte das vias secundárias.
Já a Protecção Civil em Espanha organiza-se mediante a coordenação das três administrações: Estado, regiões autónomas e municípios.
Contudo, as regiões autónomas têm competências próprias: "Para cada intempérie temos um plano distinto. Cada município também tem que ter a sua própria planificação segundo as suas características geográficas", explicou Montse Font, responsável do serviço de Protecção Civil da Catalunha (noroeste de Espanha).
O sistema operativo permite saber quais são as estradas prioritárias que necessitam mais equipamento e material fundente (sal ou salmoura)", adiantou.
Para o caso da neve, existe o plano "NEUCAT", para conhecer as zonas e municípios com maior risco de neve.
A Protecção Civil tem ainda em consideração os municípios e zonas que apresentam maior vulnerabilidade que são aqueles que têm mais população, ou os que apresentam mais incapacidades, - idosos e doentes - e zonas ou casas isoladas, também zonas de passagem como as turísticas, como o caso dos Pirinéus.
