
NICOLE TUNG/AFP
Um jornalista norte-americano que nos últimos meses colaborou com a Agência France Presse na cobertura da guerra na Síria foi raptado no norte deste país em finais de novembro, anunciou, esta quarta-feira, a família.
James Foley, 39 anos, um repórter de guerra experiente, fez nos últimos meses reportagens em vídeo para a AFP e trabalhou até à véspera do seu desaparecimento, fornecendo imagens de Idlib.
Segundo testemunhos recolhidos pela agência noticiosa, Foley foi detido perto da cidade de Taftanaz por quatro homens armados que libertaram depois o seu motorista e o tradutor. Desde então, não houve informações sobre o seu paradeiro.
James Foley trabalha também para a GlobalPost, um 'site' especializado em informação internacional, e para televisões norte-americanas.
A família do jornalista pediu até agora que fosse mantido segredo sobre o desaparecimento, esperando que a discrição favorecesse os esforços tendo em vista a sua libertação, mas após seis semanas de espera decidiu tornar pública a situação.
"Queremos que Jim regresse a casa são e salvo ou, pelo menos, queremos falar com ele para saber se está bem", declarou o seu pai, John Foley.
A família criou um 'site' na internet e uma página no Facebook sobre o sequestro do jornalista.
O 'site' tem várias fotos de Foley em diferentes reportagens no Médio Oriente e refere que foi detido há 41 dias. Propõe ainda a assinatura de um apelo para a sua libertação.
James Foley já esteve detido na Líbia pelo regime de Moammar Kadafi em 2011 durante 43 dias.
Até agora não foi feita qualquer reivindicação para a sua libertação na Síria.
