
Relatório fala 80 novas substâncias
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O Laboratório de Polícia Científica (LPC) da PJ e as faculdades de Farmácia da Universidade do Porto e de Ciências da Univerdade de Lisboa vão passar a fazer um trabalho conjunto para avaliação das chamadas novas drogas, um dos maiores flagelos da Europa no campo da toxicodependência.
O protocolo foi assinado esta terça-feira, na sede da PJ, em Lisboa, numa cerimónia onde esteve presente a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, o diretor da PJ, Almeida Rodrigues, e o presidente do Observatório Europeu das Drogas e Toxicodependências, João Goulão. Hoje também foi apresentado o relatório europeu sobre a área.
O diretor do LPC, Carlos Farinha, em delarações aos jornalistas, chamou a atenção para o elevado número de novas drogas que vão surgindo cada vez mais, o relatório fala 80 novas substâncias. Para Carlos Farinha o objetivo é conjugar o trabalho forense, a cargo do LPC, para efeitos de inquérito policial, e a investigação científica à volta das novas drogas, ainda mal conhecidas.
Carlos Farinha adiantou que esse conhecimento fica a partir de agora associado à caraterização das novas drogas do ponto de vista policial, extensível também ao científico, com reflexo até na resposta que pode ser dada mesmo no campo da saúde.
O trabalho dessa investigação científica ficará a cargo das faculdades de Farmácia do Porto e de Ciências de Lisboa, que já no próximo mês irão receber as primeiras amostras.
