
O ministro da Educação anunciou um reforço de professores a destacar para os 19 Centros de Ciência Viva nacionais e sublinhou a entrada em vigor de um programa especial denominado 'Ciência na Escola'.
No Centro de Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia, Nuno Crato assinalou a abertura da XIX Astrofesta Nacional, um evento que vai decorrer até domingo e onde são aguardados centenas de astrónomos amadores e profissionais, assim como curiosos pelos astros.
Com o objetivo de sensibilizar o público para a ciência através da astronomia, com observações astronómicas, sessões de planetário, cursos, exposições e palestras que cobrem temas desde a história da astronomia à investigação espacial e à astrofísica, o certame inclui ainda debates sobre os fenómenos associados aos meteoros que permanentemente ocorrem na atmosfera terrestre e a recente chegada do robot Curiosity ao planeta Marte.
"Este é o melhor Centro de Ciência do país para o estudo e divulgação da astronomia, e hoje em dia é mais importante do que nunca chamar os jovens para as ciências", disse Nuno Crato, tendo observado que "um futuro melhor para os jovens passa por muitos deles terem carreiras técnicas e científicas".
Em declarações à agência Lusa, o Ministro anunciou para o próximo ano letivo um programa "especial" intitulado 'Ciência na Escola', uma medida que visa "incentivar" os jovens a irem ver laboratórios, museus e centros de ciência e os próprios cientistas a irem às escolas, falarem das suas experiências e descobertas.
O governante disse ainda à Lusa, respondendo a um repto de Máximo Ferreira, presidente da Câmara de Constância, que o Ministério da Educação vai "reforçar" o número de professores destacados para os 19 Centros de Ciência Viva do país.
"Respondo positivamente a essa questão porque entendemos o destacamento de professores para centros de ciência e outros locais onde se divulga a ciência como uma oportunidade para desenvolver o ensino e os professores desenvolverem os seus conhecimentos e as suas práticas de divulgação científica, que, depois, levam para as escolas", notou.
Questionado acerca da redução do número de candidaturas ao ensino superior para o próximo ano letivo, Nuno Crato reconheceu que o mesmo "tem baixado um pouco nos últimos anos", tendo observado faltar conhecer os números da segunda e terceira fases de inscrições para aferir com rigor.
"A mensagem que quero passar é clara e vai no sentido de dizer que queremos mais jovens no ensino superior. Para isso, temos de melhorar o ensino básico e secundário, que têm aqui um grande papel, através de metas mais claras e mais rigorosas", vincou.
"Com uma formação melhor é mais fácil aos nossos jovens acederem ao ensino superior, sendo um passaporte para uma melhor remuneração", observou Crato, tendo acrescentado que o atraso no pagamento de algumas bolsas, que "está regularizado ou estará dentro de poucos dias", são "coisas que acontecem e que não queremos que se repitam".
