
Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
As mulheres com idades entre os 65 e os 75 anos são o principal alvo de violência contra os idosos, um crime que mais do que duplicou em onze anos, segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.
Dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulgados esta quarta-feira indicam que, em 2011, 22,5% dos autores de crime tinham mais de 65 anos e que, em 33% das situações, a vítima e autor do crime mantêm a relação de cônjuge/companheiro, seguindo-se a relação de filho (23,9%).
Entre 2000 e 2011, a APAV registou um total de 6.249 processos de apoio a idosos que foram vítimas de crime e de violência, um crime que aumentou 158,3% nesse período.
A APAV assinalou nesse período 12.837 "factos criminosos", a maioria (80,7%) de violência domésticas, seguindo-se os crimes contra as pessoas (11,7%) e os crimes contra o património (6,7%).
Na análise evolutiva que efetuou, a associação observou que, de 2007 para 2008, o número de pessoas idosas que recorreu aos serviços da APAV aumentou cerca de 20,7%, passando dos 656 para 792 utentes. Em 2009 o número de utentes aproxima-se novamente dos níveis registados em 2007.
Os homens são maioritariamente os autores dos crimes, representando 62,6% em 2011.
Os dados da APAV analisaram também as vítimas de homicídio em Portugal.
A APAV registou, em 2011, 22 situações de homicídio tentado, 11 casos de homicídio consumado e quatros ocorrências de homicídio por negligência, no âmbito da categoria de crimes rodoviários.
A Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) registou, em 2011, 117 casos de homicídio voluntário consumado e 528 situações de homicídio por negligência em acidentes de viação.
Na taxa de homicídios nos 27 países da União Europeia, Portugal aparece na 15 posição, apresentando uma taxa de 1,46 homicídios por cada 100 mil habitantes.
