
Alessandro Bianchi / Reuters
O papa Francisco condenou, este domingo, na festa do 'Corpus Christi', qualquer forma de tortura e instou os fiéis católicos a trabalhar para aboli-la, assim como para ajudar as vítimas e as suas famílias.
"No próximo dia 26 de junho terá lugar a Jornada Internacional das Nações Unidas para a apoiar as vítimas de torturas. Nesta circunstância, reitero a firme condenação de qualquer forma de tortura", disse o pontífice argentino perante milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro.
"Convido a todos os cristãos a trabalhar para aboli-la e apoiar as vítimas e as suas famílias", continuou o papa, numa reflexão após o Angelus.
Antes, o papa recordou a importância de praticar a caridade com o próximo, de "dar esperança aos que a perderam e de acolher os excluídos".
Também se referiu do dom que Jesus deu aos católicos, no dia em que se celebra a festa do corpo e sangue de Cristo.
"Jesus não veio ao mundo para dar qualquer coisa, sim para dar a sua própria vida como alimento aos que têm fé nele", disse o sumo pontífice.
A festa do Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV em 1264.
Em 1263, um sacerdote boémio, Pedro de Praga, dirigiu-se a Roma quando parou na cidade vizinha de Bolsena para celebrar missa, mas o padre duvidou da presença real de Cristo na eucaristia e pediu a Deus "um sinal".
Segundo a tradição católica, algumas gotas de sangue emanaram de forma imprevista da hóstia sagrada e caíram sobre o tecido que se estende no altar para colocar o pão e vinho sagrados, pano que está guardado na catedral de Orvieto, no centro de Itália.
