
Pelo menos 70 dissidentes foram detidos pelas autoridades cubanas para evitar a ocorrência de protestos durante a visita do Papa Bento XVI à ilha que se inicia, esta segunda-feira, informaram fontes da oposição.
Pelo menos 15 dos detidos são membros do grupo Damas de Branco, que reúne viúvas e familiares dos presos políticos, de acordo com dissidentes.
Segundo a Comissão Cubana dos Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, um grupo dissidente, as detenções tiveram lugar em Santiago de Cuba, onde o Papa deverá chegar hoje.
"Podemos confirmar, pelo menos, 70 detenções nos últimos quatro dias, incluindo 15 Damas de Branco", informou o grupo.
O líder daquele grupo de dissidentes, Elizardo Sanchez, alega que o governo cubano "está a levar a cabo estas ações de repressão e intimidação contra dissidentes pacíficos, especialmente na província de Santiago e nas áreas envolventes".
O antigo preso político Jose Daniel Ferrer disse à agência noticiosa AFP que o "governo pretende evitar qualquer incidente de protestos ou de oposição".
