
Um tribunal dinamarquês considerou hoje quatro homens, três suecos e um tunisino, culpados de "terrorismo" por conspiração para assassinar funcionários do jornal dinamarquês, que foi o primeiro a publicar as caricaturas de Maomé em 2005.
Os três cidadãos suecos e um tunisino a viver na Suécia tinham-se afirmado não culpados da acusação de terrorismo, mas o tribunal do distrito de Glostrup, nos arredores de Copenhaga, considerou todos os acusados "culpados de terrorismo", indicou a presidente do tribunal, Katrine Eriksen.
A leitura do veredito foi transmitida em direto pela cadeia pública de rádio DR.
Sahbi Ben Mohamed Zalouti, Munir Awad e Omar Abdalla Aboelazm - todos cidadãos suecos de origem tunisina, libanesa e marroquina, respetivamente - e o cidadão tunisino Mounir Ben Mohamed Dhahri foram ilibados da acusação de posse de armas devido a um problema de ordem técnica, afirmou.
Os procuradores acusaram os quatro homens de terem planeado "matar um grande número de pessoas" nos escritórios do jornal Jyllands-Posten em Copenhaga, quando foram detidos a 29 de dezembro de 2010.
O jornal diário Jyllands-Posten publicou em 2005 mais de dez caricaturas do profeta Maomé. A publicação das caricaturas desencadeou violentas manifestações em todo o mundo.
Quando foram detidos, os quatro homens estavam na posse de uma pistola automática com silenciador, um revólver, 108 balas, 200 algemas de plástico e 20.000 dólares (cerca de 16 mil euros).
A acusação afirmou, durante o julgamento, que os homens planeavam um ataque durante uma cerimónia para celebrar o "Sporting Newcomer of the Year" no edifício do Jyllands-Poste.
O tribunal deverá divulgar a sentença ainda esta segunda-feira. Os quatro homens arriscam 16 anos de prisão.
O Jyllands-Posten foi e continua a ser alvo de várias tentativas de ataques de extremistas islâmicos.
