
A TSF iniciou um processo de reorganização que passa pelo encerramento de delegações e extinção de postos de trabalho, disseram dois jornalistas da estação, enquanto o diretor apenas revela que tem em curso uma reorganização financeira.
"A TSF tem em curso uma reorganização financeira que será comunicada a toda a redação até final da semana", afirmou Paulo Baldaia, escusando-se a adiantar mais informação.
Já os jornalistas da TSF em Évora e em Faro confirmaram à Lusa que essa reorganização vai implicar o encerramento das duas delegações, tendo-lhes sido anunciada esta segunda-feira a extinção dos postos de trabalho nestes locais, por questões de ordem orçamental.
Segundo o jornalista da TSF em Évora, Carlos Júlio, a direção já estaria a contactar jornalistas e técnicos de forma individual, o que significou que as diferentes pessoas desconheciam a situação umas das outras, envolvendo ainda pessoas da redação de Lisboa.
Carlos Júlio, na TSF desde 1990, considera "curiosa" a decisão, tendo este recebido o prémio Gazeta de Rádio no ano passado, dado pelo Clube de Jornalistas, com a reportagem "A terra a quem a trabalha".
Por seu lado, a jornalista da TSF em Faro, Maria Augusta Casaca, confirmou apenas o encerramento da delegação, sem querer adiantar mais informações, numa cidade onde a rádio já partilhava espaço com o "Diário de Notícias", também do grupo Controlinveste, e utilizava a mesma viatura de serviço.
Maria Augusta Casaca foi a vencedora do prémio de jornalismo "Direitos Humanos & Integração" em 2010, na categoria de rádio, com o trabalho "O silêncio dos dias", tendo também ganho o primeiro prémio de jornalismo da Associação Nacional de Municípios Portugueses em 2007.
A Lusa tentou contactar a administração da estação, mas tal não foi possível em tempo útil.
