
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu uma escola pública de qualidade para todos os portugueses, considerando que um país desenvolvido tem que apostar na educação.
"Aqui não há portugueses de segunda e de primeira. Aqui somos todos iguais e a igualdade consegue-se e concretiza-se a partir do respeito pelo acesso de todos, sem exceção, à educação e à escola pública de qualidade", disse Arménio Carlos, no final da manifestação, quejuntou mais de 40 mil professores em Lisboa, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof).
No seu discurso, o secretário-geral da central sindical CGTP lamentou que Portugal possa estar a regressar a uma situação em que em que muitas pessoas "não têm acesso à educação por não terem condições financeiras", defendendo "o ensino público de qualidade" para todos os portugueses.
"Não há nenhum país no mundo que se desenvolva ou que tenha uma visão de futuro se não apostar na educação e se não respeitar os profissionais que a dirigem e não promoverem a possibilidade de todos terem acesso a essa mesma escola pública", sustentou.
O secretário-geral da CGTP referiu igualmente que o Governo está a preparar "um golpe institucional" e "abrir as portas à iniciativa privada", conseguindo, desta forma, "fazer um negócio com a educação".
Arménio Carlos disse também que é necessário acabar com as políticas da "troika" e do Governo. "Como é possível que no século XXI estejamos confrontados com uma política que fracassou há 30, 40, 50 anos na América Latina e que seja importada para tentar ser implementada na Europa, particularmente em Portugal?", questionou.
O secretário-geral da central sindical participou na manifestação convocada pela Fenprof para contestar os "atentados quotidianos" do Governo ao nível da política de educação.
