Sociedade

Jornal "Público" despede 48 pessoas e desinveste na informação local

Jornal "Público" despede 48 pessoas e desinveste na informação local

O jornal Público, do grupo Sonaecom, anunciou o despedimento 48 funcionários, 36 deles da redação. Local, agenda e desporto foram as áreas mais afetadas.

Os jornalistas do local e da agenda viram como motivo para a sua dispensa a extinção do posto de trabalho. Os que foram poupados da secção local vão ser integrados da secção Portugal. A secções internacional e cultura ficaram com equipas quase intactas.

Em plenário, ao fim do dia, os trabalhadores decidiram "iniciar de imediato um processo de greve".

"Este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência", lê-se em comunicado, partilhado pela Comissão de Trabalhadores e Conselho de Redação.

O corpo redactorial foi diminuído em 28%. No quadro estão 130 jornalistas. Considerando todas as áreas do título, o despedimento colectivo afectou 19% dos 253 trabalhadores.

Entre os 36 jornalistas indicados no processo de despedimento estão profissionais mais antigos como Bruno Prata, Carlos Pessoa, Luís Francisco.

A par do despedimento coletivo, decorre um processo de rescisões amigáveis com alguns jornalistas. A administração justifica a medida apontando uma redução de custos na ordem dos 3,5 milhões ano.

Sobre a estratégia a seguir pelo título, a Sonae com reduz a informação "ao reforço e adequação de competências, no qual se inclui a maior orientação para as crescentes exigências do mundo digital". Saíram quatro pessoas do online.

Em 2011, os gestores propuseram um lay-off e os trabalhadores acabaram por obter da negociação um corte transversal nos salários.