
Twitter/ Abyss Creations
Robôs sexuais com capacidade para falar e responder ao toque vão chegar ao mercado no próximo ano. Custam cerca de 13 mil euros.
Uma nova geração de robôs de resposta sexual, com maior realismo, capacidade de falar e com tecnologia que lhe permite responder ao toque, vai chegar ao mercado já no próximo ano, de acordo com a previsão do especialista em robótica David Levy.
Já existem algumas empresas que criam robôs com um nível de detalhe de anatomia elevado (como as bonecas criadas pela empresa californiana Abyss Creations), mas do que se está a falar é de uma nova geração de robôs, que podem ser personalizados (cabelo, cor da pele, etc), capazes de "pensar" e com diferentes "personalidades", com avanços tecnológicos que superam a ideia de um simples boneco mecânico.
"Não tenho dúvidas de que alguns acharão assustador, mas podemos ser claros sobre isto: a chegada de robôs de resposta sexual terá consequências enormes", afirmou o especialista.
O argumento ganha força quando alguns estudos apontam que cada vez mais utilizadores enviam mensagens de caráter sexual às personagens criadas para a assistência virtual das empresas, como, por exemplo, a Siri, da Apple
O jornal inglês "The Times" publicou um estudo em que a empresa Robin Labs apontava para um uso semelhante por parte dos seus utilizadores. Neste caso, a assistente virtual, como a voz que ouvimos numa aplicação de GPS por exemplo, servia para dar indicações de trânsito a motoristas e, nesse caso, boa parte das interações dos clientes eram "claramente sexuais".
Pode não ser comparável, mas estes estudos sustentam a ideia de que os robôs sexuais vão ganhar um enorme espaço dentro do mercado de produtos para adultos.
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O especialista David Levy vai mais longe e garante que com base na evolução da inteligência artificial, os casamentos com robôs serão normais em 2050.
"Há muitas coisas disponíveis agora que são anatomicamente uma reminiscência de um ser humano. Facilitam uma experiência de fantasia que é mais interativa do que a pornografia e mais facilmente controlada do que o sexo com um parceiro ", explicou a socióloga Shelly Ronen, da Universidade de Nova Iorque, à "BBC".
Estaremos perante a tentativa de conversão em realidade do mito grego de Pigmaleão (um rei cipriota que se apaixonou por uma estátua)? O enorme investimento em tecnologia e aperfeiçoamento destes robôs sexuais pode levar-nos a pensar que sim.
