
KAY NIETFELD/EPA
Duas das maiores empresas do mundo da tecnologia apresentaram as suas novas propostas nos últimos dias. Mas quem leva a melhor? O notebook da Apple ou a alternativa da Google?
Dois portáteis "notebook" com ecrâs de 12 polegadas e entradas USB reversíveis foram apresentados esta semana. As semelhanças, no entanto, ficam-se praticamente por aí, ou não fossem pertença de duas empresas rivais: as gigantes da tecnologia Apple e Google.
O primeiro a ser anunciado foi o novo Macbook da Apple, um notebook na verdadeira ascensão da palavra: este portátil não chega a pesar um quilograma e só tem 13,1 mm de espessura (o ecrã é, provavelmente, um dos mais finos do mercado, o que ajuda nessa façanha). A autonomia prometida também impressiona: a Apple garante que o aparelho poderá ser usado num dia normal de trabalho sem precisar de ser ligado à ficha e que é o portátil sem ventoinha mais energeticamente eficiente que a empresa já lançou.
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Há duas versões a considerar para este modelo: a mais barata (que custa 1299 dólares ou 1222 euros) tem um processador dual-core Inter Core M de 1.1 GHz, 8GB de memória RAM, placa gráfica Intel HD Graphics 5300 e 256 GB de armazenamento flash. A versão mais cara (1599 dólares ou 1505 euros) tem o dobro da capacidade de armazenamento e o processador roda a 1.2 GHz. Para além das especificidades técnicas, o novo portátil da Apple pode ser comprado em três cores: prateado, cinzento "espacial" ou dourado, pormenor que parece agradar a muitos fãs da maçã.
Já a segunda versão do Chromebook Pixel (a primeira foi apresentada em 2013) também dá cartas nesta corrida. Para além de ser consideravelmente mais barato (999 dólares, ou 940 euros, para a versão normal) e garantir 12 horas de autonomia, tem um processador dual-core Intel Core i5 5200 U de 2,2 GHz, também 8 GB de memória RAM, uma placa gráfica Intel HD 5500 e 32 GB de armazenamento flash. A estes gigas juntam-se uns quantos mais disponíveis na "cloud" do Google Drive, gratuitos durante três anos, o que ajuda a equilibrar a balança no que diz respeito ao espaço disponível. O peso é que já difere: enquanto o Macbook pesa menos de um quilo, o novo Chromebook Pixel pesa tanto quanto o seu antecessor: 1,5 quilogramas.
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Quem precisar de mais velocidade pode, ainda, optar pela versão LS (de "Ludicrous Speed" ou "velocidade alucinante"), a mais cara deste Chromebook Pixel 2 (e que custa tanto quanto a versão mais barata do novo Macbook). A LS, por sua vez, já vem com processador Intel Core i7 5600 U a 2,6 GHz, com 16 gigas de RAM e 64 GB de armazenamento flash (igualmente complementado por uns gigas grátis na "nuvem").
Ao contrário do novo Macbook, que apenas oferece uma entrada USB-C U (que terá de servir para carregar o portátil ou, por exemplo, ligar o mesmo a um monitor), o novo menino bonito da Google apresenta duas das pioneiras entradas UBS reversíveis, bem como duas portas USB 3.0 "normais" e um leitor de cartões SD, o que pode influenciar alguns compradores.
No final, e pesadas todas as características, a escolha só pode ser tomada por quem compra... Às semelhanças (são ambos de alumínio, o tamanho é similar e a autonomia também) juntam-se algumas diferenças que poderão fazer pender a balança para um dos lados, dependendo do que se pretenda.
O Macbook tem mais espaço de armazenamento físico, mas o Chromebook Pixel 2 oferece bastante espaço em "cloud" para compensar; o portátil da Apple é mais fino e leve que o da Google, mas também pesa mais na carteira; o primeiro garante ser praticamente "sem fios" e só tem uma entrada USB-C, mas isso pode ser um problema para quem precisa de mais formas de conectar aparelhos ao seu portátil.
A isto junta-se sempre a preferência pessoal, com muitos fãs de ambos os lados: quem gosta da Apple já está habituado ao Mac OS X e quem é adepto da Google não se importa de ter o Chrome OS como sistema operativo.
Escolha feita? Então está na altura de comprar: o novo Macbook chega ao mercado norte-americano em abril, enquanto que a nova versão do Chromebook Pixel já deve estar disponível esta semana e poderá, igualmente, ser adquirida online.
