
Edifício agora classificado como histórico foi inaugurado em 1910, na Tijuca
Foto: Wikimedia
O Ministério da Cultura do Brasil declarou como património público nacional o edifício histórico no Rio de Janeiro onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), um dos organismos de repressão durante a ditadura militar brasileira (1964-1985).
O Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) considerou que o edifício, situado no bairro da Tijuca, deve ser protegido para preservar a sua memória histórica, artística e arquitetónica, bem como para o destacar como um centro de lutas sociais e políticas em defesa da democracia.
Numa cerimónia realizada em outubro, em que o Iphan solicitou que o edifício fosse classificado como património.
Na altura, o presidente do organismo, Leandro Grass, afirmou que o ato era necessário para conservar a memória dos anos da ditadura militar, que se caracterizaram pela censura e pelas violações dos direitos humanos.
Inaugurado em 1910 sob a traça do arquiteto Heitor de Melo, um dos expoentes da escola eclética no Brasil, o imóvel tem tem três pisos e pátio central.
Foi a sede da Delegacia Especial de Segurança Política e Social (Desps) durante o regime do Presidente Getúlio Vargas, entre 1933 e 1944, e posteriormente acolheu a sede do DOPS entre 1962 e 1975.
Também conhecido como Palácio da Polícia, o imóvel foi destino habitual de presos políticos em diferentes períodos e um conhecido centro de tortura.
