Orientação

Tudo a postos para o Portugal O"Meeting no Alto Alentejo

Tudo a postos para o Portugal O"Meeting no Alto Alentejo

O Alto Alentejo está em contagem decrescente para o Portugal O"Meeting 2017 que se prepara para "bater todos os recordes": são esperados mais de 2300 atletas de 36 países.

O Portugal O"Meeting (POM) vai já na sua 22ª edição e voltou a eleger o Alto Alentejo como palco. Organizado pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos (GD4C), liga os municípios de Alter do Chão, Crato e Portalegre, onde, de 25 a 28 de Fevereiro, mais de 2300 atletas prometem dar as voltas ao mapa e orientar-se.

A prova oferece aos participantes duas etapas de distância média, duas de distância longa, um sprint noturno e uma etapa de orientação de precisão, destinada a pessoas com mobilidade reduzida, que se irá realizar no interior da Coudelaria mais antiga do mundo, em Alter do Chão.

As quatro etapas de floresta são pontuáveis para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2017 e o somatório de pontos alcançados em cada uma delas permitirá conhecer os vencedores dos 35 escalões de competição, quatro escalões de formação e quatro escalões abertos que integram o evento. Para dia 27 está agendado o Norte Alentejano O"Meeting (NAOM).

Oportunidade única

Dando resposta ao apelo da organização, muitos alentejanos, cada vez mais vocacionados para a prática do atletismo, do trail e do btt, decidiram entregar-se a um evento que, apesar de integrar o Ranking Mundial da Federação Internacional de Orientação e a Taça de Portugal, é aberto a todos. A orientação é uma modalidade que pode ser realizada até a caminhar, oferecendo uma experiência muito especial para qualquer amante de desportos de natureza.

"Os números são impressionantes. Houve mais gente a querer experimentar a modalidade", diz o organizador, Fernando Costa, destacando a presença dos "dois melhores de sempre na história" da orientação, Simone Niggli e Thierry Gueorgiou.

A verdade é que a competição só é possível graças ao trabalho de meses Raquel Costa e Tiago Aires, jovens cartógrafos que já mapearam Portugal, Espanha, França, Suécia e Noruega. E que são também praticantes da modalidade, já com vários títulos nacionais e participações internacionais.

Para o POM, Raquel e Tiago desenharam mapas abrangendo um território com "dimensão equivalente a 1500 campos de futebol". "É um trabalho minucioso de passagem por todos os sítios do terreno, onde se retira a informação pertinente para os atletas utilizarem na navegação", explica a cartógrafa.

O mapa transforma-se assim na peça fundamental para os participantes, uma vez que determina os pontos a visitar e, consequentemente, as trajetórias dos atletas. "A verdade desportiva depende do rigor do mapa e de um correto controlo informático da prova".

Com experiência de mais de uma década na produção de mapas em toda a Europa, Raquel e Tiago consideram que o Alto Alentejo "tem terrenos ímpares para a prática da modalidade", com "os ingredientes necessários para provas de excelência. Por um lado, a fácil progressão permite um deslocamento rápido, mas os elementos rochosos, detalhes de vegetação, desnível e cursos de água exigem uma leitura atenta do mapa atenta. O desafio é manter a velocidade de corrida, enquanto se consegue interpretar os elementos".

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