
Alonso conseguiu o segundo lugar na prova
Felix Ordonez/REUTERS
O venezuelano Pastor Maldonado venceu, este domingo, pela primeira vez uma corrida na Fórmula 1, no Grande Prémio de Espanha, levando oito anos depois a Williams-Renault de volta ao lugar mais alto do pódio.
Numa corrida que acabou por ser ganha nas mudanças de pneus, Maldonado concluiu as 66 voltas ao circuito da Catalunha em 1:39.09,145 horas, seguido do espanhol Fernando Alonso (Ferrari) e do finlandês Kimi Raikkonen (Lotus), a 3,195 segundos e 3,884, respetivamente.
O venezuelano partiu da "pole position", graças à penalização imposta ao britânico Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes), "atirado" para a última posição, mas, logo no final da primeira curva, já era segundo, depois de ter sido ultrapassado por Alonso.
"Foi uma grande partida. Aproveitámos esse momento e liderámos a corrida até à primeira paragem, mas a Williams antecipou-se e passaram para a frente. Tentámos algumas vezes passar para a frente, mas não foi possível", lamentou Alonso.
Contudo, na primeira paragem para troca de pneus, os mecânicos da Williams acabaram por ser mais rápidos do que os da McLaren, permitindo a Maldonado assumir a liderança.
Até ao final da prova, Maldonado manteve-se concentrado, sem cometer erros, e pôde festejar a sua primeira vitória no "grande circo", dando igualmente o primeiro triunfo à Williams desde 2004, quando o colombiano Juan Pablo Montoya venceu o Grande Prémio do Brasil.
"É um dia fantástico para mim e para a equipa. Uma corrida inesquecível. Foi uma corrida dura, mas o carro estava tão competitivo desde a primeira volta", referiu Maldonado.
Maldonado disse que houve momentos em Alonso esteve "muito perto", mas mostrou-se feliz por ter conseguido "manter a vantagem".
Apesar de ter ficado em segundo, Alonso subiu à liderança do campeonato, com os mesmos 61 pontos que o alemão Sebastian Vettel (Red Bull), bicampeão do Mundo, que não foi além da sexta posição em Barcelona.
Depois de ter saído da última posição, Hamilton fez uma excelente recuperação e terminou a prova na oitava posição, ficando a oito pontos do duo da liderança.
O alemão Michael Schumacher (Mercedes), heptacampeão do Mundo, teve mais uma corrida para esquecer, e foi obrigado a desistir na volta 14, depois de embater no Williams-Renault do brasileiro Bruno Senna.
