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O ministro da Educação anunciou esta quarta-feira no Parlamento que ordenou na terça-feira à noite ao inspetor geral da Educação que se deslocasse a Quarteira esta manhã, no Algarve, para averiguar situações de fome na escola.
Fortemente questionado pelos deputados na Comissão de Educação sobre a decisão de uma escola deixar de fornecer almoço a crianças com pagamentos em atraso, Nuno Crato exibiu um comunicado da escola, frisando não ser ainda a posição do ministério.
Nuno Crato alegou não querer julgar na praça pública a diretora da escola, manifestando dúvidas sobre a veracidade das informações publicadas na Comunicação Social: "A verdade é sempre mais complexa. Não acreditamos em julgamentos populares".
A deputada do PS Odete João contrapôs que as crianças estão na escola "com fome" e que a administração "não tem encontrado respostas céleres que resolvam os problemas".
Durante uma discussão que abordou variados aspetos do sistema educativo, o PSD acusou o maior partido da oposição de fazer a apologia da desgraça, ao que a deputada socialista respondeu: "A fome é uma desgraça".
O ministro disse ainda que o programa de reforço alimentar (pequeno-almoço) está a ser reforçado, em parceria com empresas.
"O processo está em marcha e já tem identificados 7.672 alunos", acrescentou o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, apontando para um total de 10 mil crianças que beneficiarão deste apoio. "Ainda não estamos em velocidade de cruzeiro", reconheceu.
