Desporto

Governo português condena "acto terrorista" sobre selecção do Togo

O ministro dos Negócios Estrangeiros condenou hoje, sábado, na Batalha, o ataque ao autocarro da selecção do Togo que provocou dois mortos, classificando-o como um "acto terrorista".

"Nós condenamos o acto terrorista que se verificou em Cabinda e solidarizamo-nos, naturalmente, com o governo angolano no sentido de o apoiar num momento em que tanta expectativa está criada sobre o sucesso deste campeonato", afirmou à Agência Lusa Luís Amado, salientando que a escolha do país para a realização da prova "celebra" a Paz que Angola conseguiu.

Para o governante, é "neste momento particularmente importante sublinhar o profundo apoio do Governo português ao governo angolano" e condenar "o acto terrorista que se verificou em Cabinda".

Confrontado com o risco de um aumento da violência naquele território angolano, Luís Amado disse não acreditar que tal suceda.

"Creio que não, creio que o esforço que tem vindo a ser feito pelo governo angolano no sentido de ter condições de pacificação e estabilização de todo o seu território também produzirão o seu efeito em Cabinda", declarou, à margem do almoço de trabalho entre 21 elementos do Governo e os presidentes das câmaras municipais do distrito de Leiria no âmbito da iniciativa "Governo Presente".

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou haver "um radicalismo em alguns sectores da oposição de Cabinda que se manifestou neste acto, aproveitando a carga mediática que um acto destes tem nas vésperas de um em tão importante acontecimento internacional".

"Mas acredito que o governo angolano, com a forma como tem sabido conduzir todo o processo de estabilização da sociedade angolana encontrará soluções para esta situação", acrescentou Luís Amado.

O autocarro da selecção do Togo, apurada para a Taça das Nações Africanas (CAN) que se realiza em Angola, foi metralhado sexta-feira, dez quilómetros após ter cruzado a fronteira entre o Congo e Angola, no enclave de Cabinda, tendo morrido um treinador-adjunto e o responsável pela imprensa da equipa.

O ataque foi reivindicado pela ala militar da FLEC, organização que defende a independência do enclave de Cabinda.

Redação