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EUA prepara-se para "ciclone-bomba" com frio recorde que pode ser fatal

Norte-americanos preparam-se para frio severo AFP

Os EUA preparam-se para enfrentar fortes tempestades e temperaturas extremas. Em causa está a passagem de uma massa de ar ártico por vários estados norte-americanos.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA alerta para o desenvolvimento de um "ciclone-bomba" que vai afetar planícies até ao meio do Atlântico. "Alguns dos parâmetros desta intensa tempestade estão climatologicamente 'fora dos gráficos'", escreveu a agência. A tempestade deverá atingir a pressão equivalente a um furacão de categoria 2 ao atingir os Grandes Lagos, sendo considerado pelo serviço meteorológico como um evento "único numa geração".

O frio recorde vai chegar a grandes áreas do país, acompanhado de ventos fortes e neve. "Vento dessa magnitude pode causar congelamento em menos de cinco minutos", disse a agência. A queda extrema das temperaturas pode ser fatal, especialmente se ocorrerem quebras no fornecimento de energia, de acordo com o jornal britânico "The Guardian".

À medida que as temperaturas caem drasticamente, em algumas áreas para 40ºF (equivalente a 4ºC) em poucas horas, vários perigos causam preocupação das autoridades: congelamento repentino, rajadas de neve, súbitos apagões e estradas geladas que podem levar a acidentes.

As condições rigorosas, que poderão amenizar no dia de Natal, estão a atrapalhar planos de viagem numa das épocas mais movimentadas do ano. O Serviço Nacional de Meteorologia já alertou os viajantes para fazerem planos alternativos. Várias companhias aéreas, como a United Airlines, American Airlines, Delta Airlines, Southwest Airlines e Jet Blue Airways emitiram isenções de viagem para dezenas de aeroportos em todo o país devido à neve que cobre as pistas e a fraca visibilidade que pode tornar as viagens aéreas perigosas.

No último fim de semana, áreas do nordeste do país também já registaram forte neve. Mais de 200 mil residências e empresas nos estados afetados sofreram falhas de energia no sábado.

JN