A Polícia do cantão suíço de Valais informou esta sexta-feira que pelo menos uma portuguesa está entre os feridos do incêndio que atingiu um bar em Crans-Montana, nos Alpes Suíços. Há ainda outra portuguesa desaparecida. Pelo menos 40 pessoas morreram neste caso ocorrido na madrugada de 1 de janeiro.
A Polícia do cantão de Valais, que não atualizou o balanço de vítimas mortais, informou que 119 pessoas ficaram feridas, com seis destas ainda sem identificação. Entre os identificados, há pelo menos 71 nacionais de Suíça, 14 de França, 11 de Itália, quatro da Sérvia, um da Bósnia, um da Bélgica, um da Polónia, um do Luxemburgo e um de Portugal.
Fonte da diplomacia lusa precisou ao JN que há uma portuguesa ferida, mas o estado de saúde é desconhecido. Há ainda uma cidadã nacional desaparecida.
Cautela na investigação
Os investigadores demonstraram cautela sobre a origem da tragédia, sublinhando que a prioridade é identificar as vítimas. A procuradora-geral de Valais disse que não há hipóteses descartadas sobre a causa do incêndio, mas assumiu que possivelmente faíscas de um foguete iniciaram o fogo. "Provavelmente, o foguete estava preso a uma garrafa de champanhe e foi mantido demasiado perto do teto", declarou Beatrice Pilloud.
"Como parte da investigação, queremos descobrir se a espuma no teto era permitida ou não. Ainda não posso responder a essa questão", afirmou Pilloud. Já o conselheiro de Estado de Valais, citado pelo jornal "Neue Zürcher Zeitung", destacou que "as inspeções devem ser realizadas anualmente".
"O município de Crans-Montana é responsável por isso", salientou Stéphane Ganzer, acrescentando que não sabe de eventuais deficiências detetadas no bar.
O casal de franceses proprietário do estabelecimento foi interrogado, mas não foi detido pelas autoridades hevélticas. "Ainda não encontramos nada de relevância criminal", argumentou Pilloud.
Transferência para a UE
Cerca de 50 feridos foram transferidos para países da União Europeia (UE) com centros especializados em queimaduras graves, revelou Mathias Reynard, presidente do Conselho de Estado de Valais. "As transferências para os hospitais em França já começaram", assinalou. A diplomacia de Itália indicou também que o Norte do país recebeu algumas das vítimas.