
Imagens divulgadas no Intagram, para obter informações sobre desaparecidos
Foto: Direitos Reservados
Dezenas de fotografias reunidas na página de Instagram "cransmontana.avisderecherche" fazem uma radiografia rápida das vítimas da tragédia que, na noite de passagem de ano, se abateu sobre a estância de esqui de Crans Montana, na Suíça. São apelos de familiares e amigos, que não têm notícia de alguém que estaria no bar Le Constellation, e divulgam neste espaço virtual as imagens, na ânsia de saber o que lhe aconteceu.
Não fosse o contexto da tragédia, poderia parecer o mural de uma qualquer página de jovens a divertirem-se e a exibirem-se nas redes sociais, mas na verdade é só o sinal do desespero de quem não sabe o que aconteceu a alguém da família ou a um amigo. Na página "cransmontana.avisderecherche", já há mais de quatro dezenas de publicações, para tentar ajudar a criar uma base de dados de pessoas que possam estar por identificar em hospitais ou mortos.
Os autores da página, que não estão identificados, lembram que não têm forma de confirmar as informações divulgadas e que não vão divulgar dados sobre vítimas já identificadas, porque o objetivo é mesmo ajudar no processo de identificação de vítimas.
Numa publicação recente, pedem-se informações sobre uma amiga da irmã, numa outra, a acompanhar a fotografia de um rapaz com cabelo encaracolado e óculos de massa, um apelo pelo paradeiro do primo. Uma sucessão de tragédias em potência, de pessoas que estarão entre as mais de 40 vítimas mortais ou mais de cem feridos, com queimaduras, distribuídos entre vários hospitais da região. Numa nota, pede-se que sejam divulgadas informações sobre joias ou tatuagens, que facilitem o trabalho das equipas de identificação.
A polícia suíça advertiu que poderia levar dias ou mesmo semanas para identificar todos os mortos, uma espera angustiante para a família e amigos. "Dada a natureza internacional da estância de Crans, é de esperar que haja estrangeiros entre as vítimas", disse o comandante da polícia local, Frederic Gisler. O número exato de pessoas que se encontravam no bar quando este se incendiou ainda não é claro.
