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Faziam-se passar pelo rei da Bélgica para extorquir dignitários estrangeiros

Foto: Kurt Desplenter/AFP

A Justiça belga revelou, no sábado, que um grupo de golpistas fez-se passar pelo rei da Bélgica para tentar extorquir dignitários estrangeiros ou empresários através de e-mails, chamadas e vídeos gerados por inteligência artificial.

As vítimas eram cuidadosamente selecionadas com base nas suas possíveis ligações à família real belga, explicou o Ministério Público (MP) da Bélgica. Os suspeitos entraram em contacto com famílias belgas próximas à realeza, dignitários estrangeiros e empresários.

Num primeiro momento, solicitavam apoio financeiro para a suposta libertação de jornalistas belgas que, segundo eles, estariam mantidos como reféns na Síria.

Após várias semanas sem novas denúncias, no início de janeiro de 2026 foi observada uma nova onda de tentativas de golpe. Desta vez, entraram em contacto principalmente com empresários belgas, com um "novo elemento marcante": um convite para uma videoconferência a fim de os convencer de que se tratava efetivamente do rei. "As imagens desse encontro por vídeo provavelmente foram geradas por inteligência artificial", segundo a Justiça.

Além disso, alguns empresários receberam convites falsos para um jantar de gala fictício, com um pedido de contribuição ou patrocínio para um evento que, na realidade, não existia.

"Felizmente, a maioria das vítimas percebeu rapidamente a farsa" e "apenas num caso uma quantia foi efetivamente transferida em dinheiro", ressaltou o MP belga.

Desde o início de 2025, o grupo tem-se feito passar pelo rei Filipe, pelo seu chefe de gabinete, Vincent Houssiau, ou pelo general Stéphane Dutron, chefe do serviço de informações (SGRS), para tentar obter dinheiro.

AFP