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Tentativa falhada de libertar Luigi Mangione leva à detenção de falso agente do FBI

Luigi Mangione, de 27 anos, acusado de matar Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, encontra-se detido em Nova Iorque à espera de julgamento Foto: Curtis Means/AFP

Homem foi detido após tentar libertar Luigi Mangione com alegada ordem judicial. O jovem suspeito de homicídio do do CEO da UnitedHealthcare permanece sob custódia no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nova Iorque, aguardando julgamento federal e estadual nos EUA.

Luigi Mangione, de 27 anos e formado pela Universidade da Pensilvânia, aguarda julgamento na prisão desde dezembro de 2024, após o homicídio de Brian Thompson, ocorrido em Manhattan. O crime aconteceu à porta de um hotel onde decorria uma conferência de investidores e provocou forte comoção pública.

O caso voltou a destacar-se esta semana quando Mark Anderson, natural do Minnesota, se apresentou no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nkva Iorque, nos EUA, alegando ter uma ordem judicial para libertar Mangione. Ao ser questionado pelos guardas, exibiu apenas uma carta de condução e afirmou que tinha armas na mochila.

Durante a revista, os funcionários encontraram um garfo de churrasco e uma lâmina circular semelhante a um cortador de pizza. Anderson terá ainda atirado documentos aos funcionários antes de ser detido. Fontes indicaram à revista "People" que o homem trabalhava recentemente numa pizzaria.

Mangione declarou-se inocente das acusações federais de homicídio, perseguição e porte ilegal de arma. A sua defesa tenta impedir a utilização de provas recolhidas durante a prisão na Pensilvânia, alegando violação de direitos constitucionais.

O tribunal federal do Sul de Nova Iorque ainda não marcou data definitiva para o julgamento. A juíza Margaret Garnett admitiu que o processo federal poderá começar apenas em janeiro de 2027 caso a pena de morte permaneça em consideração. Se esta for afastada, o julgamento federal arranca a 13 de outubro deste ano. Mangione regressa a tribunal a 30 de janeiro para uma conferência sobre o estado do processo.

Em paralelo, o Ministério Público de Manhattan solicitou que o julgamento estadual por homicídio em segundo grau comece a 1 de julho, alertando que os interesses do Estado seriam prejudicados por atrasos desnecessários. A advogada de defesa, Karen Friedman Agnifilo, considerou o pedido "irrealista", sublinhando que a equipa precisa "do resto do ano para se preparar" para o processo federal.

O Metropolitan Detention Center, onde Mangione permanece detido, tem recebido outras figuras mediáticas, incluindo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, o rapper Sean "Diddy" Combs e o antigo magnata das criptomoedas Sam Bankman-Fried, reforçando a visibilidade de uma prisão que voltou esta semana ao centro das atenções devido ao insólito episódio.

Sara Oliveira