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Polícia descarta família Guthrie como suspeita do rapto de mãe de famosa apresentadora

Foto: Brandon Bell/Getty Images via AFP

As autoridades que investigam o rapto da mãe da apresentadora de televisão norte-americana Savannah Guthrie disseram, na segunda-feira, que os familiares da idosa foram "descartados como possíveis suspeitos" no caso.

Nancy Guthrie, de 84 anos, foi dada como desaparecida da sua casa no estado do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, no dia 1 de fevereiro, e os investigadores federais aumentaram na semana passada a recompensa por informações que levem ao seu paradeiro ou à detenção dos seus raptores para 100 mil dólares (84,6 mil euros).

O xerife do condado de Pima, Chris Nanos, disse, na segunda-feira, que os investigadores descartaram qualquer envolvimento dos familiares de Nancy Guthrie no seu desaparecimento. "Para que fique claro, a família Guthrie - incluindo todos os irmãos e cônjuges - foi descartada como possível suspeita neste caso", disse Nanos num comunicado publicado no X (antigo Twitter), acrescentando que a família "tem sido extremamente cooperante e gentil e são vítimas neste caso". "Sugerir o contrário não é apenas errado, é cruel. A família Guthrie é vítima, pura e simplesmente".

Os investigadores não divulgaram publicamente os nomes de qualquer suspeito no caso que cativou o país, mas divulgaram várias fotografias e vídeos que mostram um indivíduo de luvas, máscara e mochila a aproximar-se da porta da casa de Guthrie em imagens a preto e branco. Uma arma num coldre é aparentemente visível na cintura da pessoa.

ADN em luva

No domingo, o FBI informou que os investigadores encontraram ADN numa luva que parece corresponder às luvas usadas pelo suspeito. A descoberta foi feita a cerca de três quilómetros da casa de Nancy Guthrie.

A família Guthrie recebeu cartas de resgate com exigências de pagamento, segundo o FBI.

Savannah Guthrie, co-apresentadora do programa "Today" da "NBC News", fez mais um apelo aos raptores da mãe num vídeo no Instagram, no domingo. "Nunca é tarde para fazer a coisa certa", afirmou. "Estamos aqui. E acreditamos na bondade essencial de cada ser humano."

AFP