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"Pessoas negras não são macacos!" Deputado democrata expulso por exibir cartaz a Trump

Deputado do Texas Al Green com cartaz de protesto Foto: Kenny Holston/EPA

No discurso ao Congresso sobre o Estado da União na terça-feira, Donald Trump provocou o lado democrata da Câmara dos Representantes durante todo o discurso por não se levantar, recorrendo a insultos e chamando os parlamentares democratas de loucos.

Da parte democrata houve pouca reação, tendo os deputados permanecido sentados em silêncio. O deputado do Texas Al Green foi retirado da Câmara apenas dois minutos após o início do discurso presidencial, depois de segurar um cartaz de protesto em que se lia "Pessoas negras não são macacos!".

Justificou depois que utilizou o cartaz para protestar contra o vídeo divulgado pelo presidente Donald Trump no qual o ex-presidente Barack Obama e a mulher, Michelle, surgiram representados como macacos. "Inaceitável", frisou Al Green.

"É mentira", "É genocídio"

Outro momento de tensão foi protagonizado pela congressista Rashida Tlaib. Quando Donald Trump voltou a alegar que colocou fim a "oito guerras", a afirmação foi prontamente contestada pela democrata do Michigan, que gritou: "É mentira!" Quando Trump mencionou Israel, Rashida Tlaib gritou: "É genocídio!"

Vários democratas surgiram com um autocolante ao peito com a mensagem "Divulguem os ficheiros", com um nome tapado a negro, tal como nos ficheiros tornados públicos da investigação ao pedófilo condenado Jeffrey Epstein. E com um crachá contra a polícia anti-imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

Mais de trinta parlamentares democratas decidiram boicotar o "discurso sobre o Estado da União" de Donald Trump e não estiveram presentes na sessão conjunta no Capitólio, escolhendo concentrar-se no exterior, em frente ao edifício, onde vários tomaram a palavra.

JN/Agências