Política

PSD desafia Seguro a esclarecer se é "cúmplice" com posições de ex-assessores de Sócrates

O líder parlamentar do PSD desafiou, esta sexta-feira, o secretário-geral socialista a pronunciar-se sobre as "posições políticas" dos assessores do anterior Governo no caso dos "swaps" e questionou se o líder socialista é "cúmplice e conivente" com elas.

O presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que interrompeu as férias iniciadas na quinta-feira para fazer uma declaração aos jornalistas, afirmou que "os assessores do Governo anterior entendiam que o recurso aos swaps poderia ser uma solução para maquilhar o défice e a dívida pública para apresentar aos parceiros europeus", naquilo que classificou como "uma espécie de poção mágica".

Por isso, o líder parlamentar social-democrata lançou três questões ao PS: "Em primeiro lugar, se o PS e o seu secretário-geral tomam alguma posição perante estes factos novos. Em segundo lugar, se o PS e o seu secretário-geral concordam com a posição política assumida por governantes e assessores do anterior Governo no sentido de recorrer a estes contratos para mascarar as contas públicas. E em terceiro lugar, se o secretário-geral do PS, que reclama tantas demissões, é cúmplice e conivente com as posições assumidas por aquele que é hoje o seu principal conselheiro económico", referindo-se a Óscar Gaspar.

"O PSD entende que este caso deve servir para todos sabermos extrair as devidas lições e, desde logo, uma lição de ética, a nossa intenção é que estes casos não se repitam", afirmou Luís Montenegro.

Os assessores económicos de José Sócrates consideraram, em 2005, que as propostas de "swaps" do Citigroup e Barclays com impacto no défice podiam ser "ponderadas no final do ano" caso houvesse necessidade para as contas públicas.

Segundo documentos distribuídos pelo atual Governo na quinta-feira, o Citigroup e o Barclays apresentaram em 2005 propostas aos assessores económicos do primeiro-ministro, Óscar Gaspar e Vitor Escária, para a contratação de operações de "swap" que fariam reduzir artificialmente o défice orçamental.

Redação