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Presidente da Ucrânia admite realizar referendo nacional

Pró-russo junto de uma barricada em Slavyansk ANATOLIY STEPANOV/AFP

O presidente interino da Ucrânia, Olexandre Turchinov, admitiu, esta segunda-feira, a possibilidade de realizar um "referendo nacional" sobre o estatuto do país ao mesmo tempo que as presidenciais previstas para 25 de maio.

"Nos últimos tempos tem-se falado muito de um referendo nacional. Nós não somos contra a organização de um referendo em toda a Ucrânia que, se o Parlamento assim quiser, se poderia realizar ao mesmo tempo que as eleições presidenciais" declarou Turchinov no Parlamento, durante uma reunião dos líderes partidários.

"Tenho a certeza de que a maioria dos ucranianos se pronunciaria a favor de uma Ucrânia indivisível, independente, democrática e unida", acrescentou.

Os separatistas no leste do país, entre os quais alguns grupos armados que tomaram edifícios oficiais, exigem por seu lado a realização de referendos locais sobre a anexação à Rússia ou uma "federalização" do país.

A Rússia defende também uma "federalização", que Moscovo vê como a única forma de garantir os "interesses legítimos" das regiões russófonas do leste e do sul da Ucrânia.

Turchinov não precisou qual o projeto exato que poderia ser submetido a referendo.

As autoridades pró-europeias de Kiev, que chegaram ao poder após o derrube do regime pró-russo de Victor Ianukovich em finais de fevereiro e que Moscovo não reconhece, têm rejeitado até hoje qualquer ideia de "federalização".

Para as autoridades, a federalização é uma porta aberta à fragmentação futura do país, mas Kiev já prometeu propor reformas constitucionais no sentido de uma "descentralização" para benefício das regiões.

Redação