Cultura

Governo cria festival na TV e apoio de 1 milhão de euros para a música

Governo cria festival na TV e apoio de 1 milhão de euros para a música

O ministério da Cultura anunciou, esta quarta-feira, que vai criar um canal de televisão para dar um palco aos músicos nacionais. O TV Fest terá uma dotação de um milhão de euros.

"A música foi das primeiras áreas ter de parar, ainda antes do estado de emergência", explicou a ministra da Cultura, Graça Fonseca, ao JN. "E foram os músicos que iniciaram uma dinâmica de entrar em nossas casas, através do online e das redes sociais", acrescentou.

O movimento aconteceu de forma inorgânica, mas tem agora um palco onde se pode concentrar. O TV Fest tem um orçamento de um milhão de euros, saídos das contas do ministério e que serão distribuídos igualmente por todos os músicos. Serão quatro atuações por dia durante pelo menos 30 dias. Estão, por isso, previstos 120 concertos.

A partir desta sexta-feira, na RTP Play ou no canal 444 de todas as operadoras de televisão nacionais, o TV Fest exibe conteúdos inéditos filmados a partir de casa dos próprios músicos.

Com a iniciativa, sublinha Graça Fonseca, "estamos a apoiar os músicos e dar às pessoas um festival de música portuguesa" para ver em casa. "Os artistas têm estado a ser inexcedíveis", diz a ministra, que recorda dois objetivos que o TV Fest terá de cumprir: "as escolhas têm de refletir a diversidade da música portuguesa; e o pagamento tem de incluir os técnicos". Cada músico será encorajado a identificá-los publicamente na ficha técnica do programa em que participa.

O primeiro episódio arranca às 22 horas (todos têm a duração de uma hora e meia) com apresentação de Júlio Isidro, que escolheu os primeiros quatro nomes: Fernando Tordo, Marisa Liz , Ricardo Ribeiro e Rita Guerra.

A partir daí, a seleção dos músicos seguintes será sempre feita pelo último artista a atuar. As escolhas ainda estão a decorrer, mas Graça Fonseca congratula-se pela seleção já feita, que "vai do pop ao fado e do hip hop ao cante alentejano".