Música

Petição pede para cancelar iniciativa Tv Fest

Petição pede para cancelar iniciativa Tv Fest

Está a correr uma petição para pedir o cancelamento do TV Fest, a iniciativa do Ministério da Cultura com uma dotação de um milhão de euros e que criou um canal para concertos de músicos nacionais.

Anunciada ontem, o festival terá como primeiros a atuar Fernando Tordo, Ricardo Ribeiro, Marisa Lis e Rita Guerra. Os nomes seguintes serão sempre escolhidos pelo último a atuar e todos são encorajados a pagar aos seus técnicos.

Mas a iniciativa não está a agradar a todos e a controvérsia está espelhada numa petição que já foi assinada por 10 mil pessoas: "A realização do TV Fest, no presente estado de emergência, constitui uma ameaça ao ecossistema cultural português que elimina curadores, diretores artísticos, músicos, técnicos e os demais, operando através de um jogo em corrente exclusivo, e de círculo fechado, aos seus participantes artísticos, que desclassifica a participação, representatividade e diversidade de um sector, constituindo uma medida antidemocrática e não inclusiva".

O abaixo-assinado pede, por isso, o cancelamento do TV Fest e foi subscrito por nomes como Joaquim Durães (Lovers & Lollypops e festival Milhões de Festa), Luís Severo ou Salvador Sobral.

Paulo Furtado, o Legendary Tiger Man, usou o Facebook para se manifestar contra a ideia e declarar que não estás "disposto a participar neste evento", embora não condene "nenhum artista que o faça". PAra o músico, "talvez a ideia inicial tivesse um bom fundo, mas são demasiadas coisas deixadas ao acaso", escreveu, afirmando-se preocupado com o facto de não haver "um critério maior, nenhum, a não ser o da escolha pessoal de cada artista que é convidado a participar, na forma como se irá distribuir um milhão de euros por 120 estruturas num sector tão afectado quanto o da música. Não seria melhor distribuir esta verba por 500 estruturas ou mais? E ter a certeza que os mais fragilizados eram incluídos?".

O ator André Gago usou também o Facebook para criticar o ministério da Cultura e o TV Fest:: "E como é feita a escolha dos artistas? Para se não comprometer com possíveis acusações de nepótico dirigismo cultural, o Ministério delega em cada artista a escolha do artista que actuará seguidamente. Assim, será uma escolha entre amigos", escreveu.

As críticas foram também parilhadas pelo encenador, autor e cineasta Jorge Silva Melo: "Não acho mal que nesta altura se faça este festival "generalista", como quem diz. Mas estranho: a RTP precisa de mais um milhão de euros para fazer...serviço público?".

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