O projeto "Som Sim Zero" que junta a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel, a Escola de Música de Rabo de Peixe e o coletivo artístico "ondamarela" viaja dos Açores até Lisboa para subir ao palco do Rock in Rio.

Açores

De São Miguel para Lisboa: Surdos levam música ao palco do Rock in Rio

De São Miguel para Lisboa: Surdos levam música ao palco do Rock in Rio

O espetáculo dos "Som Sim Zero" no Rock in Rio surgiu a convite da Fundação Galp, que desde 2019 apoia o projeto de impacto social no Festival Tremor, nos Açores.

A atuação de 30 minutos vai juntar em palco 15 elementos da Associação de Surdos da Ilha de São Miguel, 15 elementos da Escola de Música de Rabo de Peixe, seis músicos da ilha de São Miguel, duas intérpretes de Língua Gestual Portuguesa e três elementos da "ondamarela".

A ideia de incluir a comunidade surda da maior ilha açoriana num espetáculo musical surgiu em 2018, impulsionada pelo Festival Tremor, e quatro anos depois, a atuação no Rock in Rio é o sentido de dever cumprido.

"O projeto nasce da descoberta de que os surdos da ilha nunca tinham ido a um concerto e o Tremor convida-os a serem, eles próprios, o concerto. Neste momento, a ASISM não só cria o texto poético, em língua gestual e não só, como cria o som, toca percussão e muitas vezes é o cérebro dos conceitos dos espetáculos", explica Ricardo Baptista, maestro da banda inusitada e cofundador da "ondamarela".

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