
Olga Roriz abre esta quinta-feira o certame com "O Salvado"
Foto: Direitos reservados
Em Guimarães não falta público para a dança contemporânea. Muitos espetáculos do festival estavam lotados vários dias antes do arranque.
A 15.ª edição do GUIdance, o festival de dança contemporânea de Guimarães, começa esta quinta-feira e prolonga-se até ao dia 15. A compra antecipada de bilhetes aponta para que este possa ser o melhor ano de sempre em termos de adesão do público.
Guimarães conseguiu o "prodígio" de ter um festival de dança contemporânea, fora de Lisboa e Porto, com várias noites de casa cheia. Já foi assim em outros anos e esta 15.ª edição, que começa amanhã, promete ser a melhor de todas em termos de audiência. "Neste momento, estamos com uma afluência muito alta. Não é que isso seja o mais importante, mas em termos de números pode vir a ser a melhor edição de sempre", destacou Rui Torrinha, diretor artístico da cooperativa A Oficina, que organiza o festival. "O GUIdance tornou-se num corpo que dança sozinho", congratulou-se.
"O salvado", solo com que Olga Roriz vai abrir o festival, já vendeu mais de 500 bilhetes. O espetáculo de encerramento, "Chotto Desh", de Akram Khan, já esgotou os 800 lugares do grande auditório do Centro Cultural Vila Flor. "Tender Riot", peça que vai ser exibida no sábado (dia 7), na Black Box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, e conta com a participação da vimaranense Ana Rita Xavier como co-criadora e performer, também já está esgotado.
Novos criadores
Rui Torrinha fala do GUIdance como um festival de cidade que se abre à comunidade: "Não é por acaso que começa com o 'Bailar Fora de Casa'". Trata-se de uma iniciativa, na sede dos dos 20 Arautos, no centro histórico, em que qualquer pessoa pode aparecer e dançar. O programa do festival inclui também visitas de coreógrafos e bailarinos às escolas de Guimarães - as "Embaixadas da dança".
O diretor de artes performativas fala de um investimento que já está a dar frutos. "A Ana Rita Xavier, que vive entre o Porto e Berlim, mas é natural de Guimarães, é um exemplo, uma sucessora do Victor Hugo Pontes. O importante é como o festival começa a contagiar esse processo de expressão que é a criação, que faz dar forma e pensar o mundo a partir de Guimarães", assinalou. "Provavelmente, vamos ver nascer muito mais criadores, que é aquilo que também desejamos", vaticinou.
Na sexta-feira, Janet, Novás e Mercedes Peón juntam-se no palco do Teatro Jordão, às 21.30 horas. A peça "Mercedes máis eu" é o encontro entre dois universos autorais distintos que convergem na força e na imaginação: uma coreógrafa e intérprete (Janet) e uma multi-instrumentista (Mercedes). O preço dos ingressos varia entre 10 e 15 euros com descontos de 10%, 20% e 30% para quem for ver dois, três ou quatro espetáculos, respetivamente.

