Oscar em risco? Timothée Chalamet sob fogo após declarações sobre ópera e ballet

Foto: Tolga Akmen/AFP
A pouco mais de uma semana para mais uma cerimónia dos Oscars, Timothée Chalamet está envolto numa grande polémica. Em entrevista conjunta com o também ator Matthew McConaughey, para a revista "Variety", o ator americano, nomeado para a estatueta de melhor ator pela atuação no filme "Marty Supreme", afirmou que "ninguém liga" a ópera e a ballet.
"Não quero trabalhar em ballet ou ópera, coisas que precisam das pessoas a dizer 'ei, mantenham isso vivo', mesmo que ninguém já se importe com isso. Com todo o respeito pelos profissionais das duas áreas", afirmou.
It"s impressive how fast Timothée Chalamet went from Hollywood"s most exciting young actor to one of its most arrogant and unlikable figures.pic.twitter.com/GBL7o2frgb
- Films to Films (@filmstofilms_) March 6, 2026
A afirmação, que depressa teve repercussões negativas e críticas nas redes sociais, surgiu quando Matthew McConaughey e Chalamet faziam uma reflxão sobre a atenção cada vez mais fragmentada do público, "obrigando" os produtores e diretores a cortar primeiros atos dos filmes para passar diretamente até outras cenas de maior impacto.
"Às vezes é preciso erguer uma bandeira e dizer: "Ei, este é um filme sério", ou algo do género. Algumas pessoas querem ser entretidas rapidamente", afirmou. "Eu fico algures a meio-termo, Matthew. Admiro pessoas - e eu próprio já fiz isso - que vão a um talk show e dizem: "Precisamos de manter os cinemas vivos, precisamos de manter este género vivo". Mas outra parte de mim pensa que, se as pessoas quiserem ver, como aconteceu com Barbie e Oppenheimer, vão assistir e até fazer questão de o demonstrar com orgulho", disse, antes de proferir as afirmações sobre ópera e ballet.
Uma das maiores casas de espetáculo do mundo, a Royal Ballet e Opera House, em Londres, foi uma das muitas instituições a reagir e, através de uma publicação nas redes sociais, sublinhou que, todas as noites, milhares de pessoas prestigiam os eventos, "pela música, pela narração de histórias, pela pura magia da performance ao vivo". E fez um convite ao ator: "Caso queira reconsiderar, as portas estão abertas".
