Começou a ouvir U2 aos dez anos - influência do irmão mais velho - e, desde então, o som do grupo irlandês transformou-se na banda-sonora da sua vida.
Aos 37 anos, Pedro Rodrigues, de Queijas, em Lisboa, fala dos U2 com um brilho nos olhos, típico de quem partilha algo que lhe é querido. "Isto remonta a 1983, quando o meu irmão comprou o álbum 'War' e eu, com dez anos, ouvi, mas não achei grande piada", explica. "Passado uns dias, comecei a ouvir e vi que era diferente".
Nascia uma paixão para a vida. "The unforgettable fire" , sucessor de "War", foi o primeiro disco adquirido em nome próprio e, 26 anos depois, continua a ocupar o lugar de favorito.
Apesar de ter tentado arrastar o irmão até Madrid em 1987, na altura da "Joshua Tree Tour", só em 1993, quando a banda actuou no Estádio de Alvalde, em Lisboa, é que Pedro a conseguiu ver ao vivo. "Lembro-me de entrar no estádio e ver um castelo de ecrãs gigantes e ficar ali a olhar para aquilo", recorda, confessando que não conteve as lágrimas quando Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. subiram ao palco.
De 1993 até hoje, este vendedor de material informático já viu 20 concertos e prepara-se para os 21º e 22º neste fim-de-semana, em Coimbra, na companhia da mulher e do filho, de nove anos.
Pedro garante que a banda está "no expoente máximo", pois toca "cada vez melhor." E não há como duvidar: já viu 17 concertos da "360º Tour" e só encerra a sua digressão em Roma, na próxima sexta-feira.
Uma sala só para os U2
Fã confesso, Pedro tem em casa uma divisão exclusivamente dedicada aos U2. Vinis, cassetes, DVDs, CDs, livros e fotografias são apenas parte de uma colecção à qual nunca fez contas ao preço.
O máximo que já deu por um objecto da banda foi cerca de 170 euros pelo vinil amarelo do EP "U2 3", de 1979. Não é homem de grandes devaneios nas compras nem nos actos, mas confessa que já roubou um poster do filme "U2 3D" de um centro comercial, mesmo nas barbas dos seguranças.
E porque a música é o mais importante, Pedro não tem a "loucura" de conhecer a banda que mais admira. Se essa oportunidade surgisse, diria apenas "obrigado."
