
Atriz Cláudia Ohana celebou o 63º aniversário de forma original
Instagram/Claudia Ohana
A atriz brasileira tem sido uma das vozes ativas contra o idadismo, o preconceito que, com o passar do tempo, empurra as mulheres para a invisiblidade. A propósito do seu aniversário, Claudia Ohana refletiu sobre o seu percurso, o poder da longevidade e fotografou-se nua, entre lençóis e um urso de peluche.
Sorriso aberto, deitada em lençóis brancos e com urso de peluche sobre a mama, a atriz Cláudia Ohana, responsável por personagens icónicas na ficção brasileira, assinalou o 63º aniversário, cumprido a 6 de fevereiro, com uma produção sensual nua e um poema no qual reflete o poder da idade e tenta combater o idadismo.
Aliás, esta sua luta contra o preconceito tem sido frequente no último ano, com a intérprete a deitar por terra que a idade em nada belisca a autonomia, capacidade e desejo de se querer ser mulher por inteiro. "Acordando com 63 anos. Nada mudou. E tudo mudou", começou por escrever no post de Instagram.
A atriz recorda os primeiros tempos de vida e percurso profissional independente que começou na adolescência: "Desde dos 15 tendo que trabalhar, nunca precisei de permissão. Nunca dependi de ninguém. Mãe. Avó. Mulher. Maria Claudia 6.3. Presente", acrescentou.
Dias antes de voltar a apagar as velas, Ohana lembrava a importância do amadurecimento. "A maturidade ensina. A autoestima cresce. Faltam 2 dias para o meu aniversário. 63 anos. Não é a imagem que vejo que importa...
é a pessoa que me olha de volta", escrevia.
Recorde-se que, em finais de março do ano passado, Cláudia Ohana, de 62 anos, iniciou uma campanha informal contra ao idadismo ao descer a Avenida Paulista, em São Paulo, Brasil, a segurar um cartaz com a mensagem "Não estamos velhas aos 62 anos". Cerca de duas semanas depois, as atrizes Sílvia Pfeifer, então com 67 anos, Adriana Garambone e Helena Fernandes, ambas com 54, gravaram um vídeo em Copacabana, no Rio de Janeiro, no qual seguravam cartazes onde era possível ler frases como "Não estamos velhas aos 67". A iniciativa recolheu aplausos e elogios de quem passava.
