Moda de luto. Estilista italiano que criou o "vermelho Valentino" morre aos 93 anos

Criador é um ícone da moda italiana
Foto: Tiziana Fabi/AFP
O designer italiano morreu na sua residência, em Roma, aos 93 anos. Valentino Garavani, que deixa, entre outras marcas, o "vermelho Valentino", tinha saído do trabalho criativo em 2007, quando considerou ser "o momento perfeito para dizer adeus ao mundo da moda", uma forma de "sair em festas quando elas estavam cheias", recorda o The "New York Times". Agora, a moda está de luto porque morreu, como ele próprio dizia, quem sabia o que "uma mulher queria": "Quer ser bonita", afirmou.
"O nosso fundador, Valentino Garavani, morreu hoje (segunda-feira, 19 de janeiro) na sua residência em Roma, rodeado pelos seus entes queridos". A informação chegou através de comunicado dando conta da morte do icónico estilista conhecido pelos suas linhas retas e pelo luxo.
Premiado com o título de Cavaleiro da Legião de Honra, do presidente francês Jacques Chirac em julho de 2006, o estilista italiano recebeu também a medalha de Paris dois anos depois. Galardões a que se somaram outros vindos de Nova Iorque, como o Couture Council Award for Artistry of Fashion do Museu do Fashion Institute of Technology, em 2011, e o Golden Plate Award da American Academy of Achievement, em 2017.
Desde 2007 que Valentino estava retirado da moda e tomou a decisão quando ainda "a festa estava cheia", como afirmou o jornal The New York Times. Mas deixou marcas incontornáveis neste universo. Uma delas é a cor: o vermeho Valentino que eternizou em tantas coleções.
Nascido no sul de Milão a 11 de maio de 1932, Valentino chegou a Paris com 17 anos, nos anos 50 do século passado. Estudou na École des Beaux-Arts and the Chambre Syndicale de la Couture e formou-se em casas de moda de renome como Jean Dessès e Guy Laroche, autonomizando-se depois. Nos anos 60, a partir de Roma, cria a sua própria marca com o sócio Giancarlo Giammetti, na emblemática e luxuosa via Vittorio Veneto.
Logo no arranque das suas apresentações, mostrou ao que vinha: o luxo, as matérias nobres, ornamentos ricos, linhas fluídas e um vermelho absolutamente provocador que iria deixar marcas ao longo de décadas, dentro e fora da Europa.
"Eu sei o que uma mulher quer: quer ser bonita", afirmou, em tempos, o designer que vestiu estrelas do cinema e primeiras-dama, como foi o caso de Jackie Kennedy, mulher do antigo presidente dos Estados Unidos da América, John F. Kennedy.
O velório vai realizar-se na quarta, 21 de janeiro, e na quinta-feira, 22, na Piazza Mignanelli, na capital. O funeral está marcado para sexta-feira, 23, na Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, às 11 horas.

