
Teyana Taylor com recriação das jóias roubadas do Louvre. Uma proposta da Schiaparelli
Captura de ecrã/Instagram/Schiaparelli
Ícone do cinema e também da moda, Teyana Taylor é uma das protagonistas do desfile da casa de luxo Schiaparelli ao comparecer coroada em Paris com as "jóias roubadas", ou melhor, com recriações das peças que foram furtadas do Louvre, em outubro de 2025. Está, assim, lançada a semana de Alta-Costura de paris para a primavera/verão de 2026.
No desfile intitulado "A Agonia e o Êxtase", o desfile de alta-costura da Schiparelli, que teve lugar nesta manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, em Paris, França, destacou-se pelas jóias. A atriz que venceu um Globo de Ouro no início do mês e que caminha nomeada para os Óscares, Teylana Taylor, compareceu no evento com um coordenado translúcido, um longo casaco preto e jóias que recriam, nada mais, nada menos, as que foram roubados no Louvre, em outubro de 2025.
A atriz usou uma adaptação da tiara e um broche de ombro feito originalmente para a imperatriz Eugénia após o casamento com Napoleão III, em 1853. Uma peça que, segundo a descrição avançada à data do furto, tinha 212 pérolas, 1998 diamantes e 992 diamantes de lapidação rosa. Agora, as peças estão sob todos os holofotes, mas repensadas e redefinidas pelo diretor criativo da casa de luxo, Daniel Roseberry.
"Estava a voltar do escritório para casa, logo depois de as joias terem sido roubadas do Louvre. Pensei: 'não seria bom reimaginá-las'?", explicou o designer em declarações à revista Vanity Fair, que acompanhou os bastidores desta apresentação para a primavera/verão de 2026.
Olhando ao detalhe para as reinterpretações, Roseberry afirmou que procurou tornar as peças roubadas em "algo mais tridemensional" e, claramente, mais viral. É, já, um dos momentos que marca esta manhã e vai seguramente ser ponto central em toda a semana da Moda, que arrancou esta segunda-feira, 26 de janeiro.
Já não é a primeira vez que o criador usa as joias como elemento viral nas suas coleções. Já em julho do ano passado, Roseberry apresentou um vestido vermelho que projetava as formas femininas nas costas da peça, sendo o vestido coordenado com um amplo colar vermelho em forma de coração, mas com um detalhe: trazia batimentos cardíacos incorporados. Aliás, a peça mexia-se à medida que ia batendo, mimetizando o que sucede na vida real.

