
Acabaram-se as dúvidas sobre quem será o vencedor do Grupo D. Um golo de Anelka, que já tinha marcado em Londres, deu a vitória ao Chelsea sobre o F. C. Porto, e os dragões passam aos oitavos-de-final no segundo lugar.
O F. C. Porto saiu sem pontos do jogo de ontem com o Chelsea, mas até cumpriu a promessa que Jesualdo Ferreira tinha feito na véspera, no sentido melhorar a produção relativamente às partidas anteriores. Sobretudo na primeira parte, os dragões fizeram várias coisas bem positivas e estiveram muito perto de marcar o golo que lhes permitiria pensar em passar aos oitavos-de-final como primeiros classificados deste Grupo D. Sem Hulk, inesperadamente relegado para o banco, mas com Varela em bom plano, a equipa portista incomodou imenso a defesa do Chelsea neste período, ao contrário do que aconteceu com os londrinos, pouco interessados em atacar com velocidade, até porque o nulo também lhes servia para segurarem o primeiro lugar.
Entre os 20 e os 30 minutos de jogo, o golo esteve, de facto, muito perto de acontecer para os tetracampeões portugueses. Belluschi, também ele de regresso ao onze azul e branco, começou por obrigar Cech a uma defesa incompleta, mas Falcao não conseguiu fazer a recarga com êxito. Pouco depois, o médio argentino voltou a tentar o disparo de longa distância e, desta vez, fez estremecer a barra. Cech terá razões para gostar da trave daquela baliza, porque há dois anos também foi ela que impediu Quaresma de marcar um golo num remate de trivela, cujo efeito foi parecido com o de ontem, de Belluschi. O Chelsea sobreviveu a este momento complicado e continuou a dar um ritmo lento ao encontro, apostando na força de Anelka e de Drogba - que afinal não foi poupado por Carlo Ancelotti para o dérbi londrino de domingo com o Arsenal -, para criar perigo. O objectivo só viria a ser conseguido na segunda parte...
Longe de fazer uma exibição do outro mundo, o F. C. Porto justificava outro resultado à saída para o intervalo, mas a verdade é que não foi capaz de repetir a performance no regresso das cabinas. Sob a batuta de Deco, muito aplaudido na primeira vez em que jogou no Dragão como adversário dos portistas, e especialmente depois da entrada de Essien, os londrinos assumiram o controlo do jogo e acabaram por chegar ao golo, numa jogada bem concluída por Anelka. O avançado francês, que já tinha dado o triunfo aos "blues" na partida de Stamford Bridge, voltou a ser um perigo que a defesa portista não conseguiu anular.
Com 20 minutos para jogar, o F. C. Porto continuou a lutar, embora sem grande cabeça, para restabelecer um empate que até seria justo, em função do que as duas equipas fizeram ao longo da partida. Hulk, que entrou a meia-hora do fim, esteve perto do golo numa boa jogada individual, culminada com um remate à figura de Cech, mas os três pontos ficaram mesmo na posse da equipa inglesa, claramente uma das grandes candidatas ao triunfo final na Champions. Quanto aos dragões, o objectivo da qualificação já estava cumprido e Jesualdo estará agora muito mais interessado em ver a equipa interromper uma série que vai em três jogos seguidos sem ganhar (Belenenses, Marítimo e Chelsea) na partida de domingo com o Rio Ave.
