Antigo guarda-redes defende Prestianni: "O Vinícius é o primeiro a atacar toda a gente"

Prestianni envolvido na polémica
Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP
José Luis Chilavert, histórico guarda-redes do Paraguai, reagiu com palavras duras e polémicas ao alegado episódio de racismo protagonizado por Prestianni e Vinícius no jogo entre Benfica e Real Madrid, da primeira mão do play-off de acesso aos "oitavos" da Champions.
O antigo guarda-redes paraguaio, conhecido por dizer aquilo que pensa, deu a opinião sobre o caso que envolveu Prestianni e Vinícius Júnior no jogo entre o Benfica e o Real Madrid. José Luis Chilavert saiu em defesa do avançado do Benfica, acusado pelo brasileiro de ter proferido um insulto racista. "O Vinicius é o primeiro a insultar toda a gente. Se olharmos para as imagens, antes disso, ele diz "cagão", explica, recordando a situação que motivou a reação do argentino.
Depois, sem papas na língua, criticou Mbappé que foi dos primeiros a apontar o dedo a Prestianni, logo na zona mista. "O Mbappé vem solidarizar-se com o Vinicius. O que é que ele pode dizer? Ele fala de valores, mas vive com um travesti", atirou Chilavert, que se refere a um alegado romance entre o jogador francês e a modelo Ines Rau que se submeteu a uma cirurgia para a mudança de sexo.
Chilavert representou o Vélez Sarsfield como o jogador, o clube no qual atuou Prestianni, continuou a atacar o avançado brasileiro. "Porque é que em Espanha eles querem sacrificar o Prestianni? Se o primeiro insulto veio do Vinicius. E 90% dos jogadores do Real Madrid são negros e eles nunca têm problemas. Mas o Vinicius tem com toda a gente?", questionou.
O antigo guarda-redes paraguaio denunciou um problema que supostamente se passa no Brasil. "Já que o Vinicius luta tanto contra racismo e discriminação, porque é que ele não vai à televisão brasileira perguntar porque é que a polícia brasileira espanca adeptos argentinos, paraguaios ou uruguaios até à morte", comentou.
Por fim, Chilavert pediu ao Benfica que defenda sempre Prestianni e declarou que "desde que colocaram microfones e mais câmaras, o futebol está efeminado".

