
Avanca descontente com a situação
Foto: Associação Artística de Avanca
A Artística de Avanca lamentou este domingo a insensibilidade da Federação de Andebol de Portugal e a atitude do Benfica, que, no seu entender, ditaram a eliminação nos 16 avos de final da Taça de Portugal, por impraticabilidade do recinto.
"Vergonhosa a atitude do Benfica querendo ganhar o jogo com expedientes de secretaria (veja-se a rapidez com que publicaram as redes sociais a passagem à fase seguinte da prova)", refere o clube de Avanca na sua página no Facebook.
O clube recorda que o jogo dos 16 avos de final da Taça de Portugal entre os dois emblemas estava inicialmente marcado para 20 de dezembro de 2025 e foi a federação de andebol (FAP) que alterou a data da sua realização para a última quarta-feira e "não foi para salvaguarda dos interesses do Avanca".
Os responsáveis do clube referem que na passada quarta-feira não foi possível disputar o jogo "por falta de condições do piso ao nível da humidade, tanto no Pavilhão Municipal de Avanca como no Pavilhão Municipal de Estarreja", e este foi adiado para sábado.
"Nestes dias conturbados, na zona centro do país, inúmeros jogos de diversas modalidades têm vindo a ser adiados por falta de condições para a sua realização. Uma situação óbvia em contexto de calamidade", sustenta o Avanca.
Os responsáveis referem que desenvolveram todas as ações para dotar o pavilhão das condições necessárias à realização do jogo, instalando, desde a manhã de sábado, "dois canhões de calor" e desde há três dias "desumidificadores industriais".
"À hora prevista para a realização do jogo as condições de segurança estavam asseguradas, conforme foi comprovado pela delegada ao jogo e pela dupla de arbitragem", defendem.
O Avanca considera, no entanto, que desde o aquecimento se percebeu que "o Benfica não queria disputar a partida", chegando ao ponto de os seus jogadores "simularem quedas decorrentes de presumíveis escorregadelas".
Apelidam aquelas ações do Benfica de "teatro", de forma a "forçar a interrupção da partida e a sua disputa", e justificam-nas com o facto de a FAP ter definido, aquando do adiamento, que se o Avanca não conseguisse um recinto para a realização do encontro em condições de segurança ficava sujeito a perder esse jogo.
"O oportunismo da equipa do Benfica a partir desta posição da federação foi evidente. Tudo fez para o jogo não se realizar, sabendo das consequências previstas para o Avanca", acrescentam no comunicado.
Os responsáveis lamentam que clubes como o Avanca tenham de "sobreviver com dificuldades permanentes no dia-a-dia" e, além disso, verem ainda "a federação da modalidade e um emblema da dimensão do Benfica a "ajudar" a complicar ainda mais" a sua tarefa.
"O orgulho que temos, por exemplo, nas nossas seleções nacionais não pode servir de cortina de fumo para a falta de respeito e consideração para com os clubes que, diariamente, asseguram que o andebol é uma modalidade transversal ao nosso território e não apenas uma coutada particular entre três ou quatro clubes", conclui.
