
O Braga considera que a força de segurança "ofendeu o clube, os sócios e adeptos, muitos deles voluntários há largas semanas"
Foto: SC Braga
O Sporting de Braga criticou este sábado a PSP por impedir "a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade", na receção ao Vitória de Guimarães, na 23.ª jornada da Liga.
"O Sporting de Braga entende tornar público, com nota de repúdio, que o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública (PSP), na pessoa do senhor comandante da divisão policial, subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade que seria erguida ao longo de toda a bancada nascente aquando da entrada das equipas em campo para o duelo desta noite", lê-se no comunicado publicado no site oficial.
O emblema bracarense afirma que a força de segurança deu como motivo para a decisão o facto de que "não se vislumbra que a coreografia (...) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes", após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Cruz Vermelha terem emitido "apreciações favoráveis".
Para os arsenalistas, a PSP apresentou "uma postura intransigente e autista" em todo o processo relativo a uma tela que realçava o "orgulho" do clube por estar vinculado a uma cidade com uma "história bimilenar", expressa numa mensagem em latim.
"Além do absurdo da postura adotada pela PSP, em contradição com outras coreografias já realizadas na mesma bancada em anos anteriores e que também têm sido permitidas noutros estádios, este lamentável episódio abre uma ferida profunda na postura de cooperação que o Sporting de Braga tem assumido e que tem tido ganhos notórios em matéria de segurança e de comportamentos coletivos", acrescenta a nota.
O Sporting de Braga considera que a força de segurança "ofendeu o clube e os seus sócios e adeptos, muitos deles voluntários há largas semanas, tendo dedicado horas e horas de trabalho para um momento de promoção do espetáculo" e que criou ainda "condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade".
O clube bracarense prometeu ainda solicitar "reuniões de emergência" e instar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e LPFP "a posicionarem-se" sobre o caso, por entender que "não é possível clamar por mais e melhores espetáculos" e pela promoção dos mesmos num "ambiente de prepotência e de hostilização dos clubes e das suas massas associativas".
