
A festa da seleção portuguesa de feminina após o apuramento para o Mundial
FPF
Seleção nacional feminina consegue apuramento histórico para o Campeonato do Mundo. Número de praticantes quadruplicou desde 2012/13.
Na Nova Zelândia, cantou-se "A Portuguesa" a plenos pulmões, ouviu-se um grito de guerra e viu-se uma comitiva bem orgulhosa: a seleção nacional feminina fez história e conseguiu, pela primeira vez, garantir um lugar no Mundial. Seis anos após o primeiro Europeu e sete anos depois da criação de um novo modelo competitivo no principal escalão nacional, a equipa das quinas chegou à elite Mundial e provou que, com a aposta certa e igualdade nas condições, elas também podem chegar bem longe. Agora, espera-lhes o Campeonato do Mundo, na Nova Zelândia e na Austrália, de 20 julho a 20 agosto.
Por trás do sucesso, além do talento, também se pode destacar a estabilidade. Veja-se o selecionador Francisco Neto, que começou na seleção nacional como treinador de guarda-redes, em 2009, antes de assumir o comando técnico da equipa lusa em 2014, cargo que mantém até hoje.
A aposta no futebol feminino por parte da Federação Portuguesa de Futebol também tem sido notória e já começou a dar frutos - veja-se o feito na Nova Zelândia - e os números demonstram-no. Segundo dados a que o JN teve acesso, comparativamente com a temporada de 2012/13, pouco depois de Fernando Gomes assumir a presidência, há mais 7273 jogadoras praticantes em todos os escalões o que significa que o crescimento quadruplicou. Atualmente existem 9723 mulheres a jogar futebol em Portugal, um crescimento que se explica pelo aumento do número de praticantes na formação, representadas por 7620 jogadoras. Só para se ter uma ideia, em 2012/13 os escalões sub-7, sub-9, sub-11, e sub-13, por exemplo, não contavam com qualquer praticante. O mais recente plano estratégico da FPF aponta para uma meta ainda mais ambiciosa e passa por chegar às 75 mil jogadoras em Portugal até 2030, estando aqui incluído o futsal.
Além da reformulação do campeonato sénior, na qual todos os clubes da Liga foram convidados a terem uma equipa feminina, foi criada a Supertaça, o campeonato nacional de sub-19, a Taça Nacional sub-17, centros de treino que reunam as melhores futebolistas de cada uma das 20 associações distritais e a realização de torneios regionais e nacionais. Hoje já existem 1170 equipas e 366 clubes com futebol feminino, destacando-se o Sporting, o Braga e o Benfica, sendo que as encarnadas até fizeram história ao terem conseguido chegar pela primeira vez à fase de grupos da Champions.
