Cultura anti-resultadista cria gigante no Ártico que até tem um ex-piloto da força aérea

Bodo/Glimt vai jogar com o Inter na Liga dos Campeões
Foto: FK Bodø/Glimt / X
Bodo/Glimt confirma na Champions ascensão nos últimos anos com abordagem disruptiva. Os resultados não importam, apenas o trabalho. Mas curiosamente, o clube noruguês até apresenta resultados.
Também o Bodo/Glimt não se livrou do preconceito que durante muito tempo encostou a um canto o Norte da Noruega. Até à década de 1960 era normal haver nos jornais anúncios a disponibilizar apartamentos para alugar "exceto a pessoas que venham do Norte", por serem mal-vistas, e apenas em 1972 é que os clubes nortenhos foram admitidos nos campeonatos nacionais de futebol. A estreia do Bodo/Glimt na 1.ª Divisão deu-se seis anos depois, mas o fosso para os adversários, quase todos a beneficiar de posições geográficas mais vantajosas, foi sempre grande demais para anular e parecia insuperável. As tristezas superaram as alegrias e foram mais as vezes em que o clube esteve para baixar os braços do que os troféus conquistados (duas taças). A última grande crise foi há dez anos, quando nova despromoção teve todo o ar de ser o fim tantas vezes anunciado. Não foi e hoje o Bodo/Glimt é o clube mais forte da Noruega e o que promove o nome do país internacionalmente.
