Do acidente à neve: Diogo Carmona estreia-se nos Jogos Paralímpicos de Inverno

Diogo Carmona, de 28 anos, vai tornar-se o primeiro atleta português a competir nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Depois de superar um grave acidente e uma fratura no perónio, estreia-se no torneio de snowboard em Milano Cortina 2026
Foto: Instagram de Diogo Carmona
Depois de perder parte da perna num acidente em 2019, o ator reencontrou no desporto a força para superar obstáculos. Diogo Carmona prepara-se, agora, para se estrear nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, representando Portugal no snowboard.
Diogo Carmona recebeu esta segunda-feira a confirmação oficial de que irá representar Portugal nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, tornando-se o primeiro atleta português a alcançar este marco. A Missão nacional será chefiada por Pedro Flávio, presidente da Federação Portuguesa de Desportos de Inverno.
Com apenas três anos de treino em snowboard, o ator qualificou-se contabilizando 90 dias de experiência na neve. Explicou que o percurso exigiu sobretudo preparação psicológica, já que, em Portugal, as condições para modalidades de inverno são limitadas. Carmona aplicou conhecimentos que adquiriu no skate para otimizar os resultados, tornando cada momento na neve mais eficiente.
O caminho até aos Jogos não foi linear e surge fruto do infortúnio. Em 2019, o ator sofreu um acidente grave ao ser colhido por um comboio, que resultou na amputação parcial da perna esquerda, lançando-se depois no skate de competição como forma de superação.
Em maio do ano passado, teve uma queda durante um treino de skate em Madrid, fraturando o perónio e precisando de cirurgia de urgência. Apesar destes obstáculos, manteve a determinação e recuperou a tempo de preparar a sua estreia paralímpica.
A participação de Diogo Carmona nos Jogos, que decorrerão entre 6 e 15 de março nas cidades italianas de Milão e Cortina d"Ampezzo, Itália, é um marco não só individual, mas também para o desporto paralímpico em Portugal. Reforça o compromisso nacional com a excelência, a inclusão e a representação internacional do Movimento Paralímpico.
Para o atleta de 28 anos, esta oportunidade representa mais do que competir. É uma afirmação da resiliência e da capacidade de transformar adversidade em força, inspirando futuras gerações a acreditarem no seu potencial.

