
Duelo espanhol entre Gabri Veiga e Miguel Rodríguez, que fez o golo do Utrecht
Foto: AFP
Portistas estiveram a perder nos Países Baixos, mas Borja empatou. Farioli geriu a equipa para Famalicão.
O F. C. Porto saiu com um ponto do vulcão de Utrecht, num jogo que se tornou quente quando pouco o fazia prever. A gestão de Francesco Farioli, que só manteve Diogo Costa, Bednarek e Pepê no onze que tinha iniciado a receção ao Braga, não impediu os portistas de serem dominadores, mas a falta de eficácia em frente à baliza deixou os neerlandeses a festejar o primeiro resultado positivo da época na frente europeia.
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Com Pablo Rosario, Eustaquio e Veiga a controlar bem um miolo alternativo, o F. C. Porto desperdiçou uma série de oportunidades para se adiantar na primeira parte. O espanhol e o canadiano estiveram em foco, pela negativa, neste capítulo, falhando o que, nas provas da UEFA, não pode ser falhado. Mais defensivo do que o habitual na Eredivisie, o Utrecht pouco fez no ataque, mas esperneou antes do descanso e uma ameaça do lateral El Karouani, o melhor da equipa, foi prenúncio do que se veria a seguir.
Aos 48 minutos, o golo de Miguel Rodríguez, especialista em complicar a vida a Farioli (marcou ao Ajax na época passada), aqueceu as bancadas e o jogo. O fantasma de uma segunda derrota seguida na Liga Europa não despertou de imediato os portistas, mas uma bola recuperada em zona alta por Gabri Veiga, a meio da segundo tempo, terminou no golo do empate, pelo pé certeiro de Borja Sainz, felino na recarga a um primeiro disparo de Deniz Gul.
Além de trazer o 1-1, o lance deixou os dragões em superioridade numérica para o resto do encontro, por expulsão de Barkas, guarda-redes do Utrecht, que caiu na armadilha de Veiga quando tentava atrasar a reposição. Com quase meia hora para jogar, do banco azul e branco saltaram três habituais titulares (Alberto Costa, Froholdt e Samu) para uma reta final quezilenta e de pressão intensa do F. C. Porto, que desta vez não encontrou a felicidade.
Brouwer, o novo dono da baliza neerlandesa, entrou inspirado e negou o 1-2 numa série de ocasiões, impedindo a equipa portista de chegar ao triunfo. Havendo tempo para garantir o apuramento mais à frente (os dois próximos jogos da Liga Europa são em casa), a visita a Famalicão dirá se valeu a pena a Farioli a poupança de energias nos Países Baixos.

